Sitiante é preso e acusado de distribuir crack em Franca


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Fachada da Dise em Franca
Fachada da Dise em Franca

Após uma semana de campanas, a Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Franca prendeu o sitiante Devanir Pires, 49, a quem atribui o apelido de “Rei do Crack”. A prisão ocorreu na última quinta-feira, 1º, no sítio que ele arrendava às margens da rodovia João Traficante (Franca/Ibiraci-MG). Segundo o delegado Djalma Donizete Batista, o local era o “quartel general” do maior distribuidor de crack de Franca. O sitiante foi flagrado com quase um quilo da droga e meio quilo de xilocaína, além de dinheiro. “Um quilo da droga seria transformado em cinco mil porções para serem vendidas nas ruas a R$ 5 cada”, afirmou o delegado.

O acusado passou a ser investigado a partir de denúncias. “Chegamos até o sítio e, a partir de campanas no meio do cafezal e plantações de propriedades vizinhas, constatamos movimentação suspeita de veículos, que entravam e partiam rapidamente. A prática se repetia várias vezes por dia”, disse o delegado. Ele alegou que os motoristas não foram abordados, porque as campanas eram realizadas sem o uso de viaturas.

Os agentes da Dise também notaram que o suspeito usava seu Ford Pampa para viagens breves. A equipe acampada pediu apoio e outra turma, com viaturas descaracterizadas, passou a acompanhar o investigado. “O monitoramento verificou que nas saídas, o indiciado ia a pontos de vendas de drogas e voltava rapidamente”, lembrou Batista.

A prisãoQuinta-feira, os agentes entraram em ação e abordaram Devanir e a mulher. O casal não ofereceu resistência. Nas buscas, foram localizadas drogas dentro da residência, além de xilocaína, que segundo o preso, era usada para “batizar” cocaína. No chiqueiro, junto a porcos, os policiais acharam a maior parte do entorpecente. Dinheiro (R$ 1,2 mil), balança de precisão e material para embalar drogas também foram apreendidos. O sitiante, que já cumpriu, no total, 18 anos de reclusão por crimes diversos, foi autuado em flagrante e recolhido ao CDP local. A mulher foi liberada. “Ele tem passagens policiais por roubo, tráfico e lesão corporal e, mesmo tendo ficado preso por cerca de 18 anos de sua vida, continuava envolvido em ações delitivas. Trata-se de uma pessoa muito astuta”, destacou o delegado Batista.

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