A revista Exame (nº 1064, 30/04/2014) trouxe interessante estudo sobre 293 municípios brasileiros com mais de cem mil habitantes, o que representa, segundo a publicação, 71% do PIB do país. Os resultados identificam os mercados mais promissores da economia brasileira. A classificação das melhores cidades do país para negócios foi feita com base em 27 indicadores socioeconômicos, entre os quais crescimento populacional, população economicamente ativa, IDH municipal, crescimento do PIB municipal, porcentagem de empresas com mais de mil empregados, renda média de trabalhadores formais, indicadores de saúde pública e educação, e dados financeiros de cada urbe.
Das 100 melhores do Brasil, no Estado de São Paulo foram selecionadas 30, incluída a capital (por ordem de classificação): Barueri, São Caetano do Sul, Jundiaí, Campinas, Santana de Parnaíba, Santos, Sorocaba, São Bernardo do Campo, Piracicaba, São José do Rio Peto, São José dos Campos, Valinhos, Ribeirão Preto, Itapevi, Hortolândia, Presidente Prudente, Bauru, Santo André, São Carlos, Indaiatuba, Araraquara, Guarulhos, Cotia, Botucatu, Osasco, Itu, Americana, Barretos e Araras. Obviamente, capitais levam vantagem no ranking: Vitória (ES) é a primeira, a segunda é Curitiba (PR), chegando até Teresina (PI) e Boa Vista (RR).
Das 30 cidades paulistas, incluindo a capital, chama a atenção a ausência de Franca, e, daí, nascem perplexidades e indagações. Onde está a pujança da nossa indústria? Esvaneceu-se? Temos universidades, e é de se perguntar: elas não atraem jovens que depois de formados fixam-se na cidade? E o governo municipal, o que tem feito para aproveitar oportunidades, facilitar negócios e fazer a cidade progredir? Na inovação tecnológica e na formação técnica dos jovens, estamos situados em algum ponto positivo? Como francano que sou, ver minha cidade fora da lista das cidades mais promissoras, é uma pena.
Vicente P. Oliveira
Economista — FEA-USP
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