Autoridades da cidade mineira temem prejuízos


| Tempo de leitura: 1 min
Autoridades e empresários de Delfinópolis (MG), ao serem comunicados da redução do nível de água na represa do rio Grande, começaram a elencar os prejuízos e correr atrás de medidas para minimizar os efeitos do rebaixamento.
 
O prefeito da cidade, Pedro Paulo Pinto (PMDB), lamentou o anúncio e disse que o prejuízo será de grandes proporções. “Irá afetar a piscicultura, a irrigação de bananas, o nosso esgoto pode ficar a céu aberto e nos preocupamos também com o turismo e com a situação dos rancheiros.” Pedro afirmou que levará o caso para o Ministério Público Federal e torce para a vazão diminuir o mínimo possível.
 
Segundo o presidente da Câmara, Mauro de Assis (PDT), uma reunião será realizada na próxima semana com prefeitos e vereadores de outras cidades banhadas pelo reservatório para discutir os efeitos da operação. “O impacto será grande, por isso precisamos nos unir.”
 
Empresário e agropecuarista na cidade, Cícero Viana Sebastião também teme que haja prejuízo na produção agrícola e ocorra desvalorização imobiliária. “Teremos problemas com a mudança de limites, e o escoamento da produção ficará ainda mais complicado.”
 
De acordo com um funcionário de Furnas, a empresa não mantém convênio ou qualquer tipo de acordo que garanta o fornecimento de água. “O reservatório foi criado para gerar energia, então Furnas não tem responsabilidade.”

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários