Abdias do Nascimento nasceu em Franca. Era negro e pobre. Ingressou na luta pela igualdade racial ainda estudante. Tornou-se escritor, jornalista, artista plástico, teatrólogo, ator, poeta e senador. Referência internacional por defender a igualdade racial, teve o nome cogitado para disputar o Prêmio Nobel da Paz. O centenário do ativista foi comemorado mês passado. A Câmara Municipal se antecipou e prestou-lhe homenagem em abril de 2012.
Por iniciativa do então vereador Vanderlei Tristão foi aprovada e sancionada lei denominando Abdias do Nascimento o centro cultural que seria construído em seis imóveis desapropriados pelo município em frente à praça do Cemitério da Saudade. A obra, iniciada no governo de Sidnei Rocha, deveria ter sido entregue há mais de um ano e custará cerca de R$ 2 milhões. A inauguração está marcada para o fim de maio. O governador Geraldo Alckmin deve vir.
Enquanto a entrega não é feita, a denominação causa polêmica. Como a atriz Regina Duarte nasceu e morou por três anos em uma das casas, foi prometido a ela que o espaço teria o seu nome. A artista, inclusive, prometeu doar seu acervo pessoal, formado por roupas de personagens, scripts, livros, revistas e fotos. Mas, havia um Abdias no meio do caminho. A doação do acervo ficou comprometida.
Em março, projeto vindo da bancada de apoio ao prefeito propôs uma troca: Abdias daria nome ao novo prédio da Secretaria de Educação e o centro se chamaria apenas ‘Casa da Cultura e do Artista Francano’, com Abdias sendo deletado. A proposta não vingou entre os vereadores e foi retirada sem ter sido votada.
Para a Prefeitura, porém, parece que a exclusão do nome de Abdias foi aprovada. No letreiro já instalado na fachada principal do prédio, na rua Monsenhor Rosa, consta apenas a inscrição ‘Casa da Cultura e do Artista Francano’, justamente, como pretendia o projeto engavetado.
No material enviado pela assessoria de comunicação de Alexandre Ferreira sobre recente visita do prefeito às obras, também não há nenhuma referência ao homenageado. ‘O prefeito, mais uma vez, menospreza a vontade da Câmara e desrespeita a família e toda a história do Abdias’, afirmou o vereador Márcio do Flórida.
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Trem da alegria: A Câmara aprovou a formação de comissão integrada por Jépy Pereira, Donizete da Farmácia e o diretor Afonso Teodoro, para representá-la no seminário nacional da Astral (Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas) que será realizado em Brasília no dias 6 e 7. Na mesma semana, outro bonde levará Valéria Marson, Claudinei da Rocha e Luiz Vergara à capital federal para participarem de mobilização nacional de vereadores. Os custosserão bancados com dinheiro público.
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Ruim de moral: Jépy Pereira pediu aos vereadores que aprovassem o projeto de pastor Otávio sobre ‘mães que brilham’. Foi ignorado. Mesmo com a reprovação, colocou a Câmara à disposição do organizador para sediar o evento que tem fins lucrativos. Só não explicou se os gastos com horas-extras do servidores e energia serão pagos por ele ou pelo dinheiro dos contribuintes.
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Errou na dose: Laercinho se envolveu em polêmica ao insinuar que vereadores vendem votos. Donizete Mercúrio aconselhou o colega: ‘Cuidado ao se aproximar da imprensa’. É o mesmo que querer culpar o farmacêutico por alguém ficar doente.
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Concordo: Josivaldo Bahia reclamou na tribuna da Câmara sobre críticas generalizadas feitas a vereadores que estariam descontentes com o deputado Ubiali: ‘Quando falar mal, dê nome aos burros’...
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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