A população de Franca deve ficar em alerta com os registros de dengue na cidade. De acordo com dados divulgados pelo Setor Municipal de Vigilâncias, a região Leste é a mais afetada, atualmente, pela doença. Desde o início do ano, 17 casos foram confirmados no Brasilândia e bairros adjacentes. O motivo teria sido, segundo o diretor de Vigilâncias, José Conrado Netto, um atraso no “fluxo da informação”.
“Na região Leste, foi onde se deu até agora a maioria dos casos. Acreditamos que quando os casos suspeitos começaram a surgir, o fluxo de informação chegou atrasado, porque foi na época da greve (dos servidores públicos municipais). Quando as suspeitas chegaram e nós fomos trabalhar, a transmissão já tinha acontecido.”
A sapateira Silvana Maria Faleiros, 39, é uma das 17 vítimas da dengue no Brasilândia. Segundo ela, a doença foi diagnosticada há três semanas, após realizar um exame que apontou baixo número de plaquetas. “Estava costurando sapato e senti uma picada doída. Passou algum tempo, eu já estava me sentindo fraca, com tonteira e, à noite, me deu muita febre. Fiquei com febre durante uma semana. É uma doença horrível, não desejo para ninguém. Agora estou bem, graças a Deus.”
Alerta
Apesar de a região Leste concentrar a maioria dos casos atuais, a cidade toda deve se alertar à doença. Ao todo, já foram registrados este ano 1.093 casos suspeitos de dengue em Franca. Destes, 28 foram confirmados. Comparado ao ano passado, quando 232 casos foram registrados de janeiro a abril, este número ainda é pequeno. Mas se comparado aos registros de 2012, quando apenas três casos foram registrados ao longo do ano, o número de casos atuais é preocupante.
“Os número de casos registrados este ano causa preocupação, porque temos achado mosquitos e larvas na cidade inteira. Se não fizer um trabalho bem feito - e para isso é necessário o apoio da população - a transmissão vai acontecer. Estamos esperando resultados de 94 suspeitos. Temos de ficar atentos”, disse Netto.
Para conter a transmissão e combater os focos de proliferação do mosquito, tanto na região Leste quanto em outros pontos da cidade, a Vigilância garante que tem atuado com bloqueios dos locais infestados e também com orientações. “Quando recebemos a ficha de suspeito, vamos até casa e bloqueamos cerca de 200 metros. Com é feito este bloqueio, entramos casa por casa, orientamos as pessoas, verificamos e eliminamos qualquer tipo de criadouro.”
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