Após 20 anos de sua morte, Ayrton Senna continua sendo mito


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Em frente a seu grafite, Ayrton Senna Domiciano posa para foto
Em frente a seu grafite, Ayrton Senna Domiciano posa para foto
A idolatria de um borracheiro por Ayrton Senna da Silva foi imortalizada no nome de seu filho. Em 1994, a morte do piloto brasileiro ocasionou a certeza de que Clóvis Batista Domiciano iria homenagear o ídolo de forma singela: dando seu nome ao filho que iria nascer. Naquela manhã fatídica de 1º de maio de 1994, ele ficou sabendo do acidente de Senna enquanto jogava bola em um time da Várzea. Não teve dúvidas: largou tudo e passou o resto do dia diante da TV. “Foi muito triste”, disse.
 
Hoje, aos 19 anos, Ayrton Senna Domiciano é morador do Jardim Palestina. Cabeleireiro e grafiteiro, o rapaz ainda participa de um projeto, o “Hip Hop na Escola”, que busca levar valores e consciências às novas gerações. Sem fins lucrativos, faz questão de dizer.
 
A ligação com a F-1 diminuiu. A juventude atual não conheceu o significado das vitórias de Senna aos domingos. O legado, no entanto, diz o rapaz, é o mesmo. “(Ayrton) Senna sempre foi autêntico e preocupado com questões sociais. Esses sentimentos eu tenho. Buscamos um mundo melhor para a criançada, oferecer uma alternativa à violência e às drogas do nosso mundo atual”, explica. 
 
Franca não tem ligação com o esporte de Senna. A marca mais visível de seu legado está no Centro. Em forma de homenagem, seu nome festá no Terminal de ânibus. 

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