Juliana, a centopeia bailarina


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Juliana era uma centopeia bem enjoadinha e mimada, mas não dá para negar que ela era uma gracinha. Estava sempre cheirosa, vestia sempre rosa e tinha os olhos redondinhos.
 
Um dia Juliana decidiu que iria ser bailarina, foi assim de supetão bem no meio do café da manhã. Era domingo e nenhuma escola estava aberta. Você pode imaginar o que aconteceu, não é?
 
Que confusão, eram cem pesinhos esperneando no chão, ela era dada ao drama e chorava inconformada.
 
A mãe de Juliana não deu muita bola para aquele choro exagerado, gostasse a pequena ou não, ela ia ter que esperar. O dia foi longo, bem maior que o normal. Parece que as horas brincavam de fazer alongamento. Ela dormiu bem cedo para a noite passar mais rápida 
 
Finalmente a segunda-feira chegou.
 
Bem cedinho, mal tinha nascido o sol e lá se foram centopeia mãe e centopeia filha para a escola de balé. Tudo estava bem legal, fizeram a matrícula e compraram uniforme.
 
Restaram então apenas dois problemas.
 
O primeiro era encontrar cem sapatilhas em um mesmo tom de rosa e o segundo um problemão. Como Juliana iria fazer ponta e meia-ponta sem ter sequer um único dedão?
 
Quanto às sapatilhas, só sei que a mãe dela gastou um dinheirão e encontrou todas na loja de sapatos, que sorte.  Agora para dançar, não sei como lhe contar, só sei que a bailarina deu um jeito e hoje vive a bailar por aí.
 
Milla Souza

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