Vereador pede que a Polícia Civil faça 'pente-fino' no Centro Pop


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O vereador e delegado Daniel Radaeli (PMDB) pediu ao comando da Polícia Civil em Franca que as delegacias especializadas DIG e Dise investiguem os usuários do Centro Pop, mantido pela Prefeitura na avenida Hélio Palermo. “Vamos levantar o que está acontecendo lá. Se tiver bandido, a polícia vai entrar e prender”, disse. A afirmação, feita na tribuna da Câmara durante a sessão de ontem, aconteceu no mesmo dia em que o Comércio da Franca publicou reportagem denunciando que a casa criada para atender moradores de rua virou lugar de sexo, drogas e brigas.
 
Radaeli criticou o modelo implantado pela Prefeitura e disse que a finalidade do programa de ajudar na reinserção dos pedintes junto às suas famílias não é cumprida. Ele defendeu que a polícia e a Promotoria de Defesa da Cidadania apurem os abusos cometidos pelos moradores de rua. “A situação é séria, muito grave. Se está ocorrendo consumo de drogas, atos libidinosos e outras práticas criminosas, é caso de polícia. Os poderes constituídos precisam tomar providências. Temos que investigar e dar uma resposta à sociedade. Não podemos ter um território livre para a bandidagem agir.”
 
A intenção do vereador é que a Dise, delegacia de combate a drogas, e a DIG, unidade responsável por investigar crimes de autoria desconhecida, façam um levantamento para checar a ficha criminal dos frequentadores do Centro Pop. “As denúncias são gravíssimas. Precisamos saber se há procurados pela Justiça e se, realmente, está havendo a prática de crimes no local. Se tiver bandido traficando ou usando um bem público para outra finalidade, é crime. Isso, a polícia não vai aceitar”, afirmou.
 
O delegado disse já ter sido afrontado por um morador de rua e que chegou a pensar em tomar uma atitude extrema, fato enfrentado diariamente por moradores vizinhos do Centro Pop ou por pessoas que passam pelas proximidades. “Ofereci um serviço ao cidadão que me abordou, mas ele disse que, se eu quisesse falar com ele, deveria ir ao Centro Pop. Se o semáforo não abrisse naquele momento, eu poderia cometer um ato tresloucado.”
 
Na opinião do vereador, o município provoca inversão de valor ao priorizar os moradores de rua em detrimento do direito dos cidadãos que pagam seus impostos. “Temos que ser solidários e tratar as pessoas sem preconceitos, mas não podemos confundir com oportunistas de plantão. Por economia familiar, brinquei com minha esposa: vamos almoçar, jantar e banhar na piscina oferecida pela Prefeitura no Centro Pop. O cidadão produtivo não tem isso em casa”, finalizou.
 
‘Compra’ de votos
Depois de ter insinuado no programa Hora da Verdade Itinerante, no Jardim São Luiz, na última sexta-feira, que a maioria dos vereadores “compra” votos com dinheiro e homenagens, o vereador Laercinho (PP) foi à tribuna, ontem, se retratar. “Se alguém ficou ofendido, me desculpe, perdão. Não é do meu jeito, da minha criação, fazer esse tipo de coisa.”
 
O pedido público de desculpas foi aceito, mas os vereadores recomendaram que ele tenha mais cuidado ao usar a tribuna. “Você foi humildade de pedir desculpa, mas precisa pensar primeiro antes de falar”, disse Josivaldo Bahia (PTB). “Precisamos tomar cuidado com o que falamos, pois, eventualmente, falamos o que não se deve”, completou Adérmis Marini (PSDB).

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