Agricultor é acusado de estuprar a própria filha durante 4 anos


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Delegada Graciela Ambrosio vai começar ouvir envolvidos no caso registrado na DDM de Franca
Delegada Graciela Ambrosio vai começar ouvir envolvidos no caso registrado na DDM de Franca
O proprietário de uma pequena área rural às margens de uma das rodovias vicinais da região de Franca está sendo investigado por estupro. A informação foi confirmada pela delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio, titular da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). A vítima é a própria filha de 14 anos. 
 
Os abusos sexuais estariam ocorrendo desde que a mãe da menina morreu, há cerca de quatro anos. Exames realizados no IML (Instituto Médico Legal) confirmaram que a garota teria sofrido violência sexual.
 
A DDM tomou conhecimento dos fatos a partir da denúncia de integrantes do Conselho Tutelar de Franca. “A vítima relatou o fato a uma colega de escola. Indignada, ela contou o caso a uma professora. Esta, então, procurou o Conselho (Tutelar) e formalizou a denúncia. O Conselho nos encaminhou a ocorrência e abrimos inquérito para apurar os fatos”, disse a delegada. 
 
A primeira providência foi retirar do pai a guarda da garota. “O Conselho comunicou a Justiça, que atendeu ao pedido e, hoje, a vítima está no Recanto do Aconchego”, destacou Ambrosio. A medida, segundo o Conselho Tutelar, foi tomada para preservar a menor, já que além dos abusos sexuais, ela também teria sofrido ao longo dos último quatro anos agressões físicas e só saía de casa para ir à escola. A irmã de 13 anos, ao contrário, sempre teve liberdade de ir e vir e nunca sofreu agressões por parte o pai.
 
Exames médicos
Com a denúncia formalizada, a jovem foi submetida a exames de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal). Eles comprovaram que a vítima não é mais virgem e apresenta lesões nas partes íntimas. A menina então foi submetida a acompanhamento psicológico.
 
Em depoimento, a jovem disse que os abusos tiveram início após a morte da mãe. “O pai chegou a se casar novamente, mas os abusos não pararam. Quando a madrasta ia tomar banho, ela conta que o pai a violentava. A madrasta teria desconfiado, perguntado, mas ela, por medo do pai, negou”, lembrou a delegada Graciela.
 
Com base nos exames do IML, nos laudos da psicóloga e no depoimento da vítima, a delegada abriu inquérito. Familiares começarão a ser ouvidos. A madrasta será intimada, assim como a irmã. O pai deverá ser o último a prestar esclarecimentos. Graciela Ambrosio não descarta pedir a prisão preventiva do acusado caso ele não se apresente.
 

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