A exploração das reservas de petróleo e gás do pré-sal deve oferecer oportunidades de atuação para diversas empresas nos próximos anos no Interior Paulista, de acordo com reportagem publicada nesta terça-feira pelo Cruzeiro do Sul, da Rede APJ (Associação Paulista de Jornais). A expectativa é de que o investimento neste setor como um todo chegue a US$ 400 bilhões até 2020, o que representaria 20% do pib (Produto Interno Bruto) brasileiro. É a hora de compreender as oportunidades de ganho e se capacitar e focar na inovação, de acordo com o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), que criou na região o Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás. O órgão desenvolve estudos de inovação tecnológica em parceria com a USP (Universidade de São Paulo).
O analista de projetos do Ciesp Egídio Zardo Júnior diz que as empresas podem identificar oportunidades dentro de seu próprio setor, podendo tanto inovar em um produto que já é produzido, quanto no aumento da produção para atender a esse mercado. “Se o empresário vende uma válvula, por exemplo, para o setor sucroalcooleiro, ele pode fazer uma inovação na válvula para vender ao setor de petróleo e gás”, cita como exemplo. O mercado é diversificado e amplo, afirmam especialistas. Uma plataforma é quase uma cidade por conta da variedade de elementos inseridos. “É preciso todo o tipo de insumo. Uma empresa que vende alimentação, pode vender lá também, assim como a de limpeza.”
Zardo afirma que o setor de petróleo e gás tem grande potencial e podem faltar empresas que atuem nesta cadeia. “Até 2022, vamos ter 100 milhões de veículos automotores, que precisam de combustível”, lembra ele, acrescentando que, se não houver investimento neste setor, o Brasil precisará importar produtos.”
Arborização em pauta: A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que altera o Estatuto das Cidades e prevê que os municípios devem incluir em seus Planos Diretores um plano de arborização urbana. Dentre os principais benefícios ambientais para os municípios, destaca-se a inclusão da obrigação de selecionar espécies nativas locais, favorecendo a proteção do ecossistema da região. Além disso, a escolha de pisos mais permeáveis permite que aumentem a drenagem das águas pluviais através do solo, ao invés de seu escoamento superficial, reduzindo as enxurradas e as enchentes que causam tantos transtornos e prejuízos.
Água para todos: A Assembleia Legislativa deve avaliar o projeto de lei que cria um comitê técnico e interdisciplinar para acompanhamento de disponibilidade dos recursos hídricos no Estado de São Paulo. O objetivo é rastrear os reservatórios estaduais de água e sugerir medidas para enfrentar a redução brusca da oferta de água em 2014. “Pretendemos controlar, manter e, quem sabe, até mesmo aumentar a oferta da água no Estado”, afirma o deputado estadual Orlando Bolçone (PSB), autor da proposta.
Apelo dos supermercados: A Apas (Associação Paulista de Supermercados) anunciou campanha de conscientização da população sobre o uso racional da água. “Mudar o nosso comportamento em relação à água é algo essencial para que possamos alcançar resultados relevantes”, declara o deputado Orlando Morando (PSDB), que integra a diretoria da entidade. “Mas toda mudança é difícil. O processo de conscientização leva tempo, requer disposição, insistência, convencimento e, acima de tudo engajamento.”
Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br
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