Água é importantíssima para a vida, e está em todo o planeta, porém, a maior parte é insalubre. A dessalinização é essencial, mas consome muita energia. Um filtro feito de grafeno é novidade promissora por quase um centésimo de outras técnicas. O grafeno é carbono poroso em escala molecular que mantém tudo no filtro, exceto moléculas de água. Há outras técnicas em estudo.
Uma empresa de Boston inventou método que combinam as duas técnicas mais utilizadas, evaporação e osmose. A água salgada é separada de solução de amoníaco e dióxido de carbono por membrana que permite passar somente água. Por osmose, a água é sugada para a solução mais concentrada. Em seguida, por aquecimento de 40 a 50 graus, o dióxido de carbono e o amoníaco evaporaram deixando somente água potável. Os custos com energia podem ser zerados se uma planta de dessalinização estiver associada a uma termelétrica.
Grupo de pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology), projetou sistema alimentado por energia solar e portátil, o que permite transporte para áreas atingidas por desastres. É composto por painel fotovoltaico que gera eletricidade para uma bomba de água. A água do mar é forçada de uma membrana permeável a fim de remover o sal e outros minerais. Produz cerca de 80 litros de água por dia. Uma versão maior do aparelho fornece mil litros por dia a custo estimado de US$ 8 mil dólares.
A Austrália inventou usina de dessalinização movida a onda. A primeira foi instalada em Kwinana em 2006, e outra está sendo construída em Binningup. As duas fornecerão cem bilhões de litros de água potável. Projetos ‘verdes’ têm um imenso significado. A Arábia Saudita gasta 300 mil barris de petróleo por ano em suas usinas de dessalinização. O Brasil precisa disso no Nordeste, mas, o que as autoridades fazem?
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
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