A decisão da ministra Rosa Weber — pela instalação da CPI pura da Petrobras — nos autoriza a crer no Poder Judiciário como garantia da sociedade.
Proposta pela oposição, a CPI pode trazer turbulência à candidatura de reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Por isso, os situacionistas tentaram intrujar no seu objetivo as investigações do cartel do trem de São Paulo, dos problemas do porto e da refinaria de Pernambuco, que podem prejudicar as candidaturas de Aécio Neves e Eduardo Campos, principais adversários de Dilma.
O voto firme da ministra evita que a investigação se transforme num palanque eleitoral.
O povo, sempre enganado, está farto de denúncias de irregularidades e da sórdida falta de consequências.
É responsabilidade dos congressistas instalar a Comissão de Inquérito e apurar rigorosamente as entranhas da Petrobras, tanto nos negócios da refinaria adquirida nos Estados Unidos, quanto a atividades estratégicas e administrativas.
Igualmente importantes são as apurações do Cartel do Trem de São Paulo e dos problemas do porto e da refinaria de Pernambuco.
Felizmente mesmo não tendo conseguido colocá-los no mesmo pacote, os parlamentares situacionistas tem o dever moral de promover verificação e o encaminhar providências.
Aliás, é tarefa que as Assembléias Legislativas dos dois Estados já deveriam ter executado mas, estranhamente, se omitiram.
Há casos em que até Câmaras municipais deveriam entrar pois todos - senadores, deputados (federais e estaduais) e vereadores têm a tarefa de fiscalizar.
Felizmente, o Ministério Público, a Polícia Federal e o Judiciário têm cobrado. Passou da hora do poder Legislativo também acordar e, ao invés de promover a indecorosa barganha política de troca votos por cargos e benesses, cumprir sua missão fiscalizadora, apurando e afastando da vida pública os imorais e indignos...
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo
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