Sorte ou azar


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O programa de televisão ‘Fantástico’ de 23 de fevereiro deste ano, na Globo, exibiu reportagem onde se procurou mostrar pessoas consideradas, algumas sortudas, outras azaradas. Houve a demonstração de vários pontos de vistas sobre o assunto. 
 
Mostrou, também, gente que confia em amuletos, nos patuás, nas mandingas. Nós, espíritas, preferimos considerar tais situações como produto do nosso merecimento. Assim, não há sorte nem azar. 
 
Tudo o que nos acontece é proveniente do nosso merecimento, de conformidade, aliás, com o ensinamento de Jesus, quando disse: ‘a cada um, segundo as suas obras’. 
 
A Lei Divina a tudo preside e não poderia privilegiar alguns em detrimento de outros. Deus não faz acepção de pessoas, por isso, não se pode dar a quem não merece, como não se pode punir quem não tenha errado. Aliás, as Escrituras dizem: ‘A justiça do justo cairá sobre ele, assim como a impiedade do ímpio cairá ao ímpio.’
 
Assim, a quem consideramos sortudo significa que aquela pessoa está recebendo da vida o que semeou, nesta ou em outras encarnações. 
 
Aqueles que nada fizeram e, mesmo assim, recebem tantas oportunidades, dizemos haverem recebido por sorte. 
 
Faz o mal recebe o mal e eis aí o que chamam azar. Os dois casos só se podem explicar pela doutrina das reencarnações. 
 
Não se pode admitir que Deus, sendo suprema justiça, possa agir ao sabor do acaso ou sujeito a acontecimentos que fogem a seu controle. 
 
A conduta humana funciona como um catalisador de energias, que podem ser negativas ou positivas. E as influências espirituais ocorrem pela sintonia vibratória que estabelecemos com os espíritos. 
 
Deduz-se, por isso, que o melhor meio de termos sorte é praticar boas ações. E não se diga que não acreditamos na Misericórdia Divina. 
 
Ela atua em nosso favor, dando-nos seguidas oportunidades para facearmos as nossas deficiências, registradas por nossa consciência.
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
 
 

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