Que consumidores estão comprando cada vez mais, talvez não seja grande novidade, mas a inadimplência aumenta a cada dia e isso é preocupante. No último mês essa situação aumentou em 4,2% comparando com fevereiro, segundo a Serasa Experian. O acúmulo de compromissos financeiros, combinado com inflação e aumento de taxas de juros dificultaram o pagamento de dívidas.
O lado bom é que quando comparado com março de 2013, houve queda de 1,8%, mas ainda se considera que haja número alto de inadimplentes. Segundo o Serasa, inadimplências relacionadas a cartões de crédito, lojas em geral e prestadoras de serviços relacionados a telefonia, energia elétrica e títulos protestados apresentaram crescimentos de 1,9% e 6,5%, mas os principais responsáveis foram as dívidas de consumidores com bancos e cheques sem fundos.
As variações são 3,6% e 14%, estimuladas por despesas como IPVA, IPTU, material escolar e férias, segundo especialistas.
Outra questão positiva é que o valor médio no primeiro trimestre de 2014, quando comparado com o mesmo período do ano passado, apresentou queda de 6,2%. Além disso, as dívidas com os bancos e os títulos protestados também registraram declínio de 6,4% e 0,5%. Porém os cheques sem fundos tiveram alta de 3,3%.
Para não entrar nas estatísticas o primeiro passo é fazer um mapeamento das suas dívidas, um diagnóstico de cada uma delas. Descreva perguntas como: há quanto tempo você está endividado? Quais são as suas dívidas? Qual o valor total e dos juros mensais? Tente achar formas de negociação e evite novos gastos. O momento é de achar gargalos que possam ser boas fontes de economia, tais como luz e telefone.
Luciano Duarte Peres
Especialista em direito bancário e presidente do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor Bancário
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