O cargo de diretor-geral da Câmara foi criado sob a justificativa de harmonizar o ambiente interno. Indicado por Jépy Pereira (PSDB) para o posto, o advogado José Antônio Lomônaco aprendeu direitinho com o padrinho como fazer para não agradar. Sua primeira medida foi determinar limite para o horário do café que os servidores tomam na copa. Vale apenas para quem está sujeito a controle de horário. Os demais podem exagerar na dose. Lomônaco, que movia ação popular contra as advogadas da Câmara até poucos dias antes de ser nomeado diretor - denunciando suposta manobra para aumento de salário -, distribuiu comunicado, ontem, afirmando que, após a marcação do ponto, servidores têm se confraternizado na copa além do horário fixado para o começo da jornada de trabalho. “Daí porque a utilização no horário de expediente deve estar limitada a visitas rápidas, sem a utilização das mesas, limitando-se, pois, ao típico cafezinho de balcão, sem que o ato se transforme em pequenas reuniões sociais’.” Lomônaco determinou (em negrito e caixa alta) que o horário para uso geral da copa está limitado às 7h30. Reiterou que o uso do espaço terá que ser breve e rápido. A medida não foi bem recebida e provocou reações. “7h30 é o nosso horário de entrada. Quem quiser tomar café terá que amanhecer na Câmara. Por que a exigência também não se aplica aos funcionários que não precisam bater o ponto?”, questionou um servidor. “Aqui há problemas mais sérios para se resolver”, completou. Enquanto Lomônaco corta o cafezinho, Jépy Pereira trabalha nos bastidores para tentar reajustar o salário do diretor-geral, hoje fixado em R$ 3,1 mil. O presidente informou jornalistas e vereadores que, após um período de experiência de um mês, deverá apresentar novo projeto propondo que a remuneração seja dobrada.
Dinheiro público: Os vereadores Adérmis Marini (PSDB) e Laercinho (PP) foram para Brasília. Tinham audiência ontem com Duarte Nogueira (PSDB). A diária paga é de R$ 1,3 mil para cada um mais R$ 500 para o motorista. Da próxima vez, se quiserem, eu posso fornecer o endereço do escritório do deputado em Ribeirão Preto. Fica mais perto. E mais barato.
Amigos para sempre... Nos bastidores, eles se pegam. É briga de cachorro grande. Mas, em público, o tratamento entre os deputados é cordial. “Cadê o Gilson? Tenho um medo dele danado. O Gilson é um grande companheiro e um lutador pelas causas da região”, disse Engler ao discursar no evento com o governador.
Caminhão sem freio na banguela: Alexandre Ferreira (PSDB) esnobou a ajuda que Gilson, Engler e Ubiali sempre deram quando a Santa Casa ameaçava fechar as portas. “Acabou a história de precisar de dinheirinho picadinho.” Os deputados não gostaram do que ouviram.
Companheiros: Os prefeitos petistas Marcos Ferreira, de Patrocínio; e Aírton Montanher, de Ribeirão Corrente, vieram a Franca saudar o tucano Geraldo Alckmin.
Assassinato: Laercinho (PP) interrompeu o discurso que fazia em defesa da overdose de homenagens feitas pelos vereadores ao avistar o repórter e narrador esportivo, Marcos Silva, na Câmara. “Ô Marcão, quando eu soube da morte do Galvão Bueno, me lembrei de você na hora.” Ah?!
Presente de grego: Alckmin devolveu à Prefeitura o terreno do Parque “Fernando Costa”, cedido ao Estado na década de 40. “O município pode oferecer mais benefícios à população.” Ele não imagina que, por aqui, não estão dando conta nem de fazer a Expoagro...
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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