Criada em 1953 com a Lei nº 2004, de 3 de outubro de 1953 (hoje revogada e substituída pelas normas da Lei nº 9478, de 6 de agosto de 1997), a Petrobrás surgiu como esperança do povo brasileiro para luta por solução nacionalista na exploração do petróleo e descortinar novos horizontes na busca do progresso. A promulgação da lei foi desdobramento natural de campanha corajosa, mobilizante e, até heroica, a do ‘o petróleo é nosso’. A partir daí, dirigida por gente comprometida, a Petrobrás cresceu, chegou à condição de empresa mundial. Produziu petróleo e conhecimento sobre reservas em águas profundas e estimulou a adquiriu respeito em todo o mundo.
Agora, surge o lobo mau! Desde os primeiros anos do século XXI, aparelhamento e corrupção estão fazendo festa na empresa. É coisa de um lado, já que a nação está perdendo. ‘Maus negócios’, conforme atesta sua presidente, instrumentos mal concebido de política econômica para combate à inflação tem trazido descrédito à Petrobrás e jogando no lixo 70 anos de história, conquistas e respeito do povo brasileiro. O maior prejuízo é a destruição da imagem, do patrimônio moral e técnico da empresa.
A meritocracia pode ter imperado por momentos. Hoje esvaiu-se. Seus dirigentes, ao transformar a sonhada Petrobrás da Lei nº 2004 em feudo próprio, estão destruíram até a poupança dos trabalhadores que, por sugestão governamental, transformaram seus recursos do FGTS em ações da empresa. O que investiram as pessoas comuns, acreditando em nossa empresa mundial, está derretendo, literalmente. Construir é difícil, penoso. Para destruir, ao contrário, bastam más intenções e objetivos escusos. No balaio onde está metida a Petrobrás, nessa ânsia destruidora de imagem e confiança, encontram-se, igualmente, a Eletrobrás, o IPEA e o IBGE. Pobres instituições.
Vicente P. Oliveira
Economista — FEA-USP
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