Gênero sexual


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O ser humano nasce com sexo biológico definido, ou seja, é masculino ou feminino. Desde o final do século XIX e início do XX, com a luta do movimento feminista, introduziu-se no mundo o discurso sobre gênero sexual, ou seja, o sexo biológico é masculino ou feminino, mas o ser humano pode adotar o gênero que bem entender, pois papéis são construções sociais. 
 
Frase famosa de Simone de Beauvoir — ‘não se nasce mulher, torna-se mulher’ — é utilizada sempre, para reforçar a ideologia. 
 
Em outras palavras, com o discurso de gênero tenta-se afastar diferenças sexuais existentes na sociedade, toda forma de opressão do masculino sobre o feminismo. 
 
Dona de frases fortes, Simone era escritora, filósofa existencialista e feminista. Também disse que ‘entre as que se vendem pela prostituição e as que se vendem pelo casamento, a única diferença consiste no preço e na duração do contrato’. 
 
Ora, não seria por isso que o casamento vem deixando de lado o valor que tinha antes?
 
Também em razão dessa ideologia, nossa sociedade vem passando por transformações na educação sexual. 
 
Discursos de intolerância sexual, homofobia e congêneres não surgiram do acaso. 
 
São discursos ideológicos bem fundamentados, com base em Marx e Engels. Para Engels, ‘a religião nasce das concepções restritas do homem.’ Pode-se afirmar que há conflito ideológico entre a doutrina cristã e a ideologia de gênero. 
 
Discute-se, no Congresso, o Plano Nacional da Educação. Item polêmico é educação/orientação sexual. 
 
Sendo adotada a ideologia de gênero, crianças serão educadas a respeitar toda e qualquer orientação sexual, não apenas a biológica. Sendo rejeitada — o que não se acredita —, inclusive por ser o Brasil signatário de tratados internacionais, a orientação continuaria pautada na biologia e não na construção social do sexo. 
 
Há argumentos pró e contra. Em outras palavras, o destino está sendo traçado sem que saibamos.
 
Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário
 

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