Antiga reivindicação da cidade, o restaurante Bom Prato deverá ser tornar realidade ainda este ano. A unidade, que oferece refeições por R$ 1, além de café da manhã por R$ 0,50, será instalada no Centro. O antigo prédio da Unesp, onde funcionam vários serviços do governo, deverá ser a sede. A ordem para a instalação foi dada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante visita a Franca, ontem. “O Bom Prato está autorizado. Só depende da Prefeitura”, disse ele.
O governador, que tentará a reeleição em outubro, cumpriu uma agenda de candidato em Franca no feriadão de Tiradentes. O primeiro compromisso foi na Santa Casa, onde assinou convênio incluindo a entidade no programa de auxílio financeiro às instituições filantrópicas. O Estado vai repassar R$ 24,5 milhões ao hospital em 2014. A primeira de 12 parcelas foi paga em março. Pelo novo programa, a Santa Casa se tornará um hospital estruturante do SUS e irá se consolidar como referência em atendimentos de alta complexidade aos 22 municípios da região. “Com o aporte financeiro, vamos ampliar o atendimento gratuito e com qualidade para a população”. Na próxima semana, começará a funcionar a primeira ressonância magnética do SUS da região, que fará uma média de 300 exames/mês. Hoje, são 10.
A visita à Santa Casa foi rápida. Em seguida, Alckmin foi para o estacionamento diante do Parque “Fernando Costa”, onde foram feitos os discursos, entrevista coletiva e entrega de três ambulâncias para Restinga, São José da Bela Vista e Morro Agudo. Também foram entregues 34 ônibus escolares para municípios da região. Os deputados Gilson de Souza (DEM), Roberto Engler (PSDB), Marco Ubiali (PSB), Welson Gasparini (PSDB), prefeitos e vereadores da região acompanharam a solenidade.
Durante o discurso, Alckmin anunciou a instalação de uma unidade da rede de restaurantes populares do governo em Franca. “O Bom Prato é o mais bem avaliado serviço social do governo. É alimentação perfeita e com qualidade total. Tudo sobe, menos o preço da refeição. Quando o programa foi criado, há 13 anos, era R$ 1. O preço continua o mesmo. A Prefeitura vai verificar o local adequado. O ideal é uma região central, perto de hospital, para as pessoas que estão em trânsito, fora de casa”.
O governador disse que só depende da Prefeitura disponibilizar o local para o prédio ser adaptado e o atendimento começar. O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) propôs que o Bom Prato seja instalado em espaço no antigo prédio da Unesp, onde funcionava o restaurante universitário. A previsão é de que o serviço seja disponibilizado ainda este ano. Alckimin também anunciou a reversão do terreno do Parque “Fernando Costa”, que havia sido cedido ao Estado na década de 40, à Prefeitura, o que não resultará em mudanças práticas significativas, pois é o município quem administra o local.
Antes de deixar a cidade, o governador vistoriou as obras de duplicação de um trecho de 6,5 quilômetros da Rodovia Fábio Talarico, na saída de Franca para São José da Bela Vista. Alckmin colocou um capacete e operou uma escavadeira. Prometeu que a duplicação da Cândido Portinari, entre Franca e Jeriquara, começará em maio. Dando sequência à agenda montada para o feriado, o governador entregou casas em Buritizal. Depois, foi para Catanduva. O último compromisso, já no período da noite, seria em Nova Aliança.
BASTIDORES
Pisou na bola
A Santa Casa tem um auditório para eventos, mas a direção escolheu uma sala minúscula, sem ar-condicionado e onde cabem poucas pessoas, para o governador do Estado de São Paulo assinar o convênio que repassará R$ 24,5 milhões ao hospital neste ano. Quase ninguém conseguiu entrar. Muita gente ficou nos corredores. Quem entrou não ouviu nada do que Geraldo Alckmin (PSDB) falou.
Menos governador, menos!
Para ganhar tempo, o cerimonial programou que apenas os deputados por Franca falassem ao público. Como é praxe, o governador é o último. Quando chegou sua vez, Alckmin quebrou o protocolo e chamou o deputado Welson Gasparini (PSDB), prefeito de Ribeirão Preto por quatro vezes, para dar uma palinha. Mas, aproveitou para cutucar. “Embora não sendo da Franca, é da região, porque Ribeirão Preto também pertence à grande Franca, né?”, brincou.
Claquete
O deputado federal Marco Ubiali (PSB) e o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) levaram torcidas que aplaudiram e gritaram seus nomes quando discursaram. Teve até um inusitado pedido: “Fica, Alexandre”.
Quer sentar na janelinha
Gilson de Souza (DEM) mostrou em público o descontentamento com o prefeito, que tenta passar a impressão de que foi ele quem conseguiu fazer com que o governo mandasse mais recursos para estancar o déficit financeiro do hospital. “Não é o governo do Alexandre que resolveu. Temos que ser justos. É uma luta de muitos anos. O governador não só resolveu o problema da Franca, como também das Santas Casas do Estado todo”, disse.
Sem volta
Se alguém tinha esperança na volta do 190 para Franca, é melhor tirar o cavalinho da chuva. Alckmin disse que a informatização é uma tendência e que não importa o local onde esteja o call center. “O que precisa é o atendimento rápido e eficiente.” Disse que pretende só deixar o despacho com o policial e terceirizar o atendimento para ter mais de mil policiais nas ruas.
Coraçãozinho
No palanque, ao lado de prefeitos, deputados e do governador, o prefeito Alexandre dedicou parte do discurso para homenagear a primeira-dama. “Cynthia, meu amor, é um prazer vê-la novamente...”
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