A ala infantil da Santa Casa ganhou cor e sabor na manhã de ontem, quando seis palhaços entregaram ovos de chocolate, guloseimas e realizaram shows de mágica e humor para comemorar a Páscoa junto aos pequenos que estavam internados. A ação ocorreu através do Projeto Sorriso, da própria Santa Casa, que convida artistas para levar diversão às crianças. “É um trabalho de humanização que fazemos em prol dos pacientes nos setores de pediatria da Santa Casa, Hospital do Câncer e do Centro de Reabilitação”, disse Helton Rodrigues Vilar, do setor de Ensino e Pesquisa da Santa Casa.
Num pequeno anfiteatro, os palhaços reuniram as crianças que puderam deixar os seus quartos. Ao lado das mães, mantinham os olhares atentos para tentar descobrir como o palhaço mágico conseguia despejar a água do copo no jornal sem molhar o papel. A curiosidade era tanta, que Pedro Henrique não se conteve e abandonou o soro. “Mãe, olha lá o que ele está fazendo!”, disse fascinado. As risadas ecoavam pelos corredores, quebrando o clima sóbrio característico dos hospitais. “Foi bom, muito gostoso, e o pessoal está de parabéns. Isso é importante, porque anima as crianças”, disse a dona de casa Patrícia Magalhães, ao lado de seu filho.
Para a assistente social Ruth Moraes, ações como essa podem até mesmo trazer benefícios à recuperação dos pacientes. “As crianças internadas, às vezes, ficam tristes por não estarem dentro do seu contexto social. Atos deste tipo as deixam mais alegres, tranquilas. Isso faz com que a recuperação se torne mais fácil.”
Há três anos participando do projeto, a artista plástica Karina Gera revela que seus planos vão além do sorriso momentâneo das crianças. “Há cerca de seis anos, um grupo de artistas e eu entregamos um projeto para pintar as salas da ala infantil. Queríamos colocar palhacinhos com o braço engessado, com curativos, para a criança se identificar. Na hora de ser medicada, ela se distrairia com as pinturas.” De acordo com a Santa Casa, a proposta está sendo analisada.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.