Quando iniciei minha caminhada profissional no universo do direito empresarial — e já faz bom tempo — constatei que, de maneira geral, os departamentos pessoais das empresas existiam só para cumprir com obrigações burocráticas da legislação trabalhista.
Posteriormente percebi que eles passaram a se denominar Recursos Humanos, sendo evidente que a mudança não ficou adstrita à denominação, mas foi, fundamentalmente, de enfoque.
A área de RH de uma empresa, além de cuidar das exigências burocráticas de legislação trabalhista arcaica brasileira, ganhou novas e importantes atribuições, todas de cunho humanista, procurando entender e, dentro do possível, atender as necessidades dos que emprestam seu talento e suor para a consecução dos objetivos fundamentais da empresa.
Esses novos departamentos passaram a contar com equipe multidisciplinar, com médicos, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, preparadores físicos, enfim, equipe capaz de ajudar o trabalhador a manter higidez física e mental e, consequentemente, qualidade de vida, tudo em benefício dele e da própria empresa.
Percebo, no entanto, que mais recentemente, outra e importante mudança ocorreu, pois além das obrigações legais habituais e de cuidar da saúde física e mental do trabalhador, agora os diretores de RH estão também encarregados de manter toda a força de trabalho da empresa em alto astral. Para os especialistas, os profissionais responsáveis pelo RH estão também encarregados da ‘boa atmosfera da empresa’.
É evidente que pessoas alegres e motivadas rendem muito mais e executam suas tarefas com eficiência, trazendo grandes benefícios a eles próprios e ao empregador.
Essa fórmula, no entanto, não é tão nova assim. Consta que a grande virtude de Napoleão Bonaparte, líder político e chefe militar, era a de manter seus comandados em alto astral e com a auto-estima lá em cima.
Setímio Salerno Miguel
Advogado Empresarial e Professor da Faculdade de Direito de Franca
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