A criação do cargo de diretor-geral foi uma aposta de Jépy Pereira (PSDB) para tentar apaziguar o clima bélico na Câmara. O presidente é alvo de processos e trava guerra com servidores, entre eles, as advogadas. Para evitar o contato direto e tentar controlar os funcionários rebeldes, ele ressuscitou, em janeiro, a diretoria que havia sido extinta em 2008. O cargo é preenchido por indicação política.
O preferido do presidente era Jerônimo Sérgio Pinto, que disse ‘não’, segunda-feira. Com o fora, Jépy nomeou o advogado José Antônio Lomônaco como diretor-geral ontem. ‘Ele aceitou pela amizade que tem comigo’. Se o presidente procurava mais sarna para coçar, encontrou. Se a intenção era irritar os servidores, conseguiu. Em janeiro, Lomônaco ingressou com ação popular contra as advogadas Taysa Mara e Maria Fernanda. Questionava alteração na jornada de trabalho e nos salários de maneira diferente do previsto no edital do concurso em que elas foram aprovadas.
Em 2010, a Câmara aprovou projeto que reduzia a jornada de trabalho das advogadas de 40 para 20 horas semanais, sem prejuízo aos salários de R$ 2,5 mil. Pouco depois, foi baixada portaria interna prorrogando a carga horária. O salário também dobrou. ‘O que se vê é uma manobra ilegal para dobrar os salários, o que afronta os princípios constitucionais da moralidade administrativa. A lei feriu de morte o contexto do edital do concurso’. Ele pedia que a decisão fosse declarada nula e que os valores recebidos irregularmente pelas procuradoras fossem devolvidos.
O advogado pediu arquivamento, segundo ele, por conta do surgimento de novas informações que podem auxiliar na reforma da petição inicial. Asumirá as funções hoje. O salário de R$ 3,2 mil que receberá é inferior ao da maioria dos servidores. Só telefonistas, faxineiras, motoristas e assessores parlamentares ganham menos. Já trabalhou nas Câmaras de Restinga e São José da Bela Vista. Atuou na defesa de Paulo do Pitt no processo que culminou com a cassação do prefeito.
Em pleno feriado: A pré-agenda do governador Geraldo Alckmin (PDSB) prevê visita a Franca segunda-feira. Ele deve passar pela Santa Casa e Rodovia Fábio Talarico.
Isto pode, Arnaldo?: Pastor Otávio (PTB) pretendia criar o dia da mulher que brilha. Nirley de Souza (DEM), que promove há anos o mulher dinâmica, reclamou. Otávio não desistiu e rebatizou a proposta de ‘mãe que brilha’. Ainda será votado. Mas, o espaço em uma revista para divulgar as ‘homenageadas’ já está sendo vendido por R$ 1.350. O pacote garante uma página e a jantinha....
Fábrica de médias: A comissão da reforma do Regimento Interno da Câmara vai propor reduzir do número de homenagens para cada vereador. Hoje, eles podem fazer quantas médias quiserem. Mais eficaz seria se não ficassem com medo de melindrar colegas e votassem contra propostas imbecis. Só assim, vão conseguir moralizar um pouco a fábrica de homenagens.
Calote: O abono escolar dos servidores da Câmara, no valor de R$ 200, que deveria ter sido pago no dia 1º de março, ainda não foi liberado por Jépy Pereira.
Corregedoria: O delegado e vereador Daniel Radaeli (PMDB), que ganhou projeção pela postura crítica contra o prefeito, foi chamado por ele para uma conversa reservada segunda-feira.
Mundo da lua: Adérmis Marini é divertido. Gosta de fazer imitações e contar piadas. Terça-feira, ele disse na tribuna que Sidnei Rocha foi à praça Barão e apostou que Alexandre vai ser reeleito no primeiro turno...
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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