O mercado da segurança eletrônica está em alta em Franca. Segundo empresas do setor, a população procura cada vez mais por equipamentos como cercas elétricas, alarmes e câmeras para proteger suas casas. O motivo são os crescente casos de roubos e furtos em residências. E o resultado são lojas que crescem 25% ao ano ou que aumentam em sete vezes o número de funcionários em quatro anos.
Uma das empresas de segurança ouvidas pelo Comércio está há quatro anos no mercado. No início, a loja tinha apenas dois funcionários e um veículo. Atualmente, conta com 14 pessoas e cinco carros para atender a demanda. “A maioria dos nossos clientes nos procurou porque foi roubada ou porque aconteceu com um vizinho”, disse a empresária Viviane Barsi.
Luiz Henrique Silveira, que é proprietário de outro estabelecimento do ramo, disse que suas vendas cresceram cerca de 25% no último ano. “Os produtos estão muito mais acessíveis hoje. Antes um sistema com quatro câmeras custava uns R$ 5 mil, hoje já custa cerca de R$ 1.300.”
Já a responsável pelo setor financeiro de uma loja de segurança eletrônica, Adriana Helena, disse que mesmo famílias com renda mais baixa estão procurando pelo serviço. “Temos clientes que buscam só pela cerca, como temos também os que querem fazer um investimento maior. Mesmo em bairros que antes nós não vendíamos, agora já temos público”, disse.
Vítimas
O empresário Clayton Mendes teve sua casa, no Jardim Dermínio, roubada há cinco semanas. O prejuízo da família foi de R$ 4 mil. Depois do furto, Mendes investiu em cerca elétrica e trava eletrônica no portão, mesmo a casa sendo alugada. “Pegaram um computador que eu guardava fotos da minha filha desde nascida, além de joias, perfume e outros eletrônicos. Perdi tudo.”
A residência da dona de casa Ivonete Santos, que fica no Residencial São Tomaz, foi furtada no último dia 8. Ela conta que, na mesma semana, outras duas casas do mesmo quarteirão também foram roubadas. Após a invasão, a família investiu R$ 2 mil em cerca e alarme na tentativa de se proteger. “Levaram até comida. Nosso prejuízo chegou a R$ 3 mil”, disse Ivonete.
Em nota, a Polícia Militar informou que “realiza diariamente o monitoramento das estatísticas criminais (...) que direciona o policiamento ostensivo para os locais de maior demanda”. Diz ainda que “as pessoas deixam de notificar os órgãos oficiais sobre as ocorrências havidas, o que prejudica o direcionamento do policiamento para os locais de maior incidência criminal”.

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