Agentes em greve fecham saída da Fundação Casa


| Tempo de leitura: 2 min
Funcionários da Fundação Casa de Franca participam de manifestação na unidade
Funcionários da Fundação Casa de Franca participam de manifestação na unidade
Agentes da Fundação Casa de Franca estão de braços cruzados desde a última sexta-feira (11). De acordo com um grupo de grevistas que tem protestado em frente a unidade desde então, praticamente todos os trabalhadores aderiram à paralisação. 
 
Na tarde de ontem, a diretora da unidade local, Rosângela Caetano, registrou boletim de ocorrência após grevistas impedirem a saída de uma viatura que levaria um adolescente a uma audiência em Miguelópolis (SP).
 
De acordo com os trabalhadores parados, a unidade de Franca possui 64 agentes, mas apenas três e os coordenadores trabalharam ontem. A assessoria de imprensa da Fundação Casa informou, em nota, que por questão de segurança não informa o número de servidores por centro socieoducativo e que, mesmo com o bloqueio na saída de adolescentes, os serviços na unidade estavam funcionando dentro da normalidade. A assessoria da Fundação também não informou a capacidade de internação da unidade e nem quantas vagas estão ocupadas atualmente.
 
Apesar de lutarem por reajuste salarial, os funcionários paralisados garantem que o principal objetivo da greve é a melhoria das condições de trabalho. Segundo eles, a Fundação Casa não oferece todos os equipamentos necessários para garantir a efetiva realização do trabalho. “O único equipamento de proteção que temos é a luva que, às vezes, eles fornecem”, disseram funcionários da unidade local. Além da queixa de equipamentos, os funcionários também relatam insegurança por sofrerem constantes ameaças.
 
Pauta
A categoria reivindica 23,67% de reajuste salarial, aumento do vale-refeição e, principalmente, mais segurança e melhores condições de trabalho. Na tarde de ontem, trabalhadores da Fundação Casa e representantes da entidade participaram de uma audiência de conciliação no TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região), em São Paulo.
 
De acordo com o diretor do Sitraemfa (Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo), Allan Márcio, o desembargador Francisco Ferreira Jorge solicitou que os trabalhadores voltem ao trabalho, com a promessa de que a Fundação Casa não fará retaliações contra os grevistas, não descontará os dias parados e manterá um canal de negociação no TRT-2. Em assembleia agendada para hoje, às 14 horas, em São Paulo, os trabalhadores votarão se aceitam ou não a proposta.
 
Em nota, a assessoria de imprensa da Fundação Casa informou que neste ano propôs, entre outros itens, reajuste salarial de 3,97% e reposicionamento por ajuste de curva de 2,20% e conversas permanentes sobre as questões de segurança nas unidades. 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários