Viaduto completa um ano e Prefeitura consertará erro


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O polêmico projeto de alargamento do córrego Cubatão, na altura do Viaduto Dona Quita, deve finalmente sair do papel. É previsto que uma nova licitação seja aberta em 15 dias para escolher a empresa que será responsável pela obra. O serviço, necessário para acabar com as enchentes na avenida Ismael Alonso Y Alonso, nas proximidades do Fórum de Franca, deveria ter sido feito junto com as obras de construção do viaduto da avenida Major Nicácio. A Prefeitura tentou incluir os serviços no contrato. Mas o anúncio de gastos maiores que o previsto causou grande polêmica e chamou a atenção do Ministério Público Estadual, que abriu uma investigação para apurar o caso. Diante disso,  o ex-prefeito Sidnei Rocha (PSDB) recuou e desistiu do investimento. Consertar o projeto deverá custar, segundo estimativa de engenheiros da Prefeitura, cerca de R$ 4 milhões. A Prefeitura já desembolsou R$ 9 milhões para construir o Viaduto Dona Quita, inaugurado em março de 2013.
 
A execução das obras de alargamento foi confirmada pelo secretário municipal de Urbanismo e Planejamento, Nicola Rossano, que preferiu não falar em valores que serão gastos com o serviço. “O alargamento será executado sim, mas estamos finalizando a parte de projetos e orçamento. O fechamento dos projetos deve acontecer até, no máximo, 25 de abril. A partir daí partimos para documentação de licitação e contratação. (...) Tudo que a gente antecipar agora será especulação. O correto é finalizar o projeto, que é o que estamos fazendo, e em cima fazer uma coisa mais acertada.”
 
Interferências 
O engenheiro da Prefeitura Marco Antônio Franceschi depôs  à CEI (Comissão Especial de Inquérito) da Câmara Municipal que investigou as supostas irregularidades na construção do viaduto. Ele afirmou, em maio do ano passado, que com a construção do viaduto e da ponte escantilhada já feitas, o custo para realizar a mesma obra de alargamento custaria o dobro do inicialmente previsto, que era de R$ 2,3 milhões.
 
 Mesmo sem falar em valores, Nicola Rossano também afirma que a ponte escantilhada é um “fator limitante” para as futuras obras, tanto que o alargamento não poderá ultrapassar os oito metros de distância de uma margem a outra devido aos pilares da ponte. Para que a vazão pudesse aumentar e não houvesse inundações, a ideia anterior era um alargamento de 9 a 9,5 metros. Atualmente, o córrego tem 5,38 metros de largura.
 
“Para evitar mexer naquela ponte e provocar um custo maior, temos um limite de oito metros de largura que é justamente o que exige a estrutura da ponte. (...) Se não tivesse a ponte, haveria maior possibilidade de escavação e de abertura do canal com máquina e menor custo. A ponte é fator limitante.”
 
Com a limitação imposta pela ponte, o canal terá de ser aprofundado 90 centímetros. Sem o aprofundamento, as enchentes continuariam. Por conta deste aprofundamento, o alargamento que antes ficaria limitado a 140 metros de extensão, agora deverá ter 175 metros. O trecho do córrego Cubatão que será alterado fica no cruzamento das avenidas Ismael Alonso Y Alonso e Sete de Setembro, próximo do Fórum de Franca. “A obra vai iniciar, mais ou menos, onze metros antes da avenida Sete de Setembro e deve terminar próximo daquela passarela em frente ao Fórum (veja mapa nesta página). “ Devido à estrutura da ponte, existe a necessidade de aprofundamento do canal que, normalmente é um serviço mais caro que o alargamento”, completou.
 
Inundações
Em pouco mais de um ano, o Fórum de Franca ficou inundado duas vezes. A última ocorrência foi registrada no início de março do ano passado e considerada pela diretora do Fórum na época, a juíza Julieta Passeri, como a pior da história. Na ocasião, ela disse ter encontrado uma situação de “caos” e pediu à presidência do Tribunal de Justiça a suspensão do expediente do Fórum por três dias.
 
Do lado de fora, a força da água derrubou parte das grades. Todo o térreo do prédio foi tomado por água e lama. A fiação elétrica, localizada no subterrâneo, e os elevadores foram danificados. Processos que estavam encaixotados e seriam enviados para Jundiaí (SP) também ficaram comprometidos. Em janeiro de 2012, o Fórum também ficou alagado após um temporal. 
 
Clique no mapa para ampliar:
 

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