Porque Jesus recomendou-nos que perdoássemos não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes, para significar infinitamente, todas as ofensas que nos são feitas deveriam ser perdoadas, não teríamos os malefícios do sentimento de ódio e vingança a nos adoecer nem o psiquismo nem o corpo somático.
Bem a propósito, a colunista Suzana Herculano-Houzel, no caderno ‘Equilíbrio’, da Folha de S. Paulo (18/01/14), relata que pesquisadores italianos, analisando as reações cerebrais de pacientes submetidos a controle, verificaram que aqueles que perdoam acionam mecanismos endócrinos que produzem hormônios que lhes combatem o estresse.
Suzana, por sua vez, aconselha que, se quisermos perdoar, coloquemo-nos no lugar do outro. É possível perdoarmos, já que ainda não conseguimos alcançar a instância máxima desse sentimento, qual a de jamais nos sentirmos ofendidos, à feição de Jesus.
Vê-se que a ciência veio apenas confirmar a infalibilidade da receita cristã. O Espiritismo, revivescendo o Evangelho, nos lembra: ‘mais recebe, quem dá.’
Se o grande beneficiado é o agente do bem, na relação ofensor-ofendido, aquele se dá mal, daí o interesse estaria em sempre perdoar e jamais ofender.
A resposta espiritual à pergunta 886 de O Livro dos Espíritos tem no perdão a maior caridade que, segundo a entendia Jesus, consiste de três atitudes: benevolência para com todos, indulgência para as faltas alheias e perdão das ofensas. Por isso, Paulo, o Apóstolo dos gentios, ao proclamar, na sua segunda Carta aos Coríntios, que ‘sem caridade eu nada sou’, incluía que o perdão é expressão da caridade, representando ambos o amor na prática.
A força do perdão nos levará, um dia, a estarmos em perfeita harmonia com os desígnios de Deus, porquanto livres de doenças, seguindo Jesus que, no Seu martírio supremo, enunciou: ‘Perdoai-os, Pai, eles não sabem o que fazem’.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.