Famílias protestam contra mortes na Saúde


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As famílias das quatro mulheres que morreram depois de serem atendidas no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” no início deste ano vão fazer um protesto neste sábado, no Centro. A ideia é chamar a atenção das autoridades para os problemas da rede pública de Saúde e, principalmente, para as condições de atendimento no PS. Os familiares também cobram uma resposta da Prefeitura sobre as investigações e sindicâncias abertas para apurar as mortes. 
 
As mortes ocorreram entre novembro do ano passado e março deste ano. A primeira morte suspeita foi a de Kelly Cristina Souza, 27. Ela morreu após passar meses sofrendo com problemas no estômago e idas ao pronto-socorro. Acabou internada para fazer uma cirurgia para retirada da vesícula. No dia 13 de novembro, foi encontrada desmaiada no banheiro do quarto onde estava na Santa Casa. Para a família, houve negligência. 
 
A segunda morte suspeita aconteceu em 8 de janeiro. A jovem Luara Prieto, 25, morreu após passar oito vezes pelo PS e ser operada duas vezes na Santa Casa. Os médicos diziam que ela estava com infecção urinária. O laudo do IML não apontou qualquer indício de infecção e disse que a causa da morte foi hemorragia.
 
O terceiro caso foi o da dona de casa Clésia de Araújo Novais, 31. Ela morreu depois de ser atendida no PS e, segundo a família, ter recebido uma dose de glicose mesmo sendo diabética. 
 
No início de março, ocorreu a quarta morte. A diarista Francisca Firmina da Silva, 47, faleceu 30 minutos depois de receber alta no PS. Sua filha, Natália da Silva, é uma das organizadoras do protesto. “Nos encontramos em uma sessão da Câmara Municipal e, conversando, tivemos a ideia de fazer essa manifestação para que as mortes não fossem esquecidas.”
 
O protesto está marcado para começar ao meio-dia. A concentração será em frente ao Terminal de ânibus “Ayrton Senna”, no Centro. “Vamos nos reunir e fazer uma passeata pelas ruas do Centro. Queremos respostas. Queremos respeito. Queremos mudanças”, disse. 
 
Natália contou que o grupo de familiares visitou diversos locais para convidar as pessoas que estão insatisfeitas com o atendimento na área da Saúde para participar. “Fomos às faculdades, escolas e pedimos apoio. Estamos esperando cerca de 500 pessoas.”
 
Para ela, a manifestação é uma forma de pressionar a administração a tomar providências para melhorar o atendimento à população. “Ouvi uma entrevista do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) em que ele diz que não há problemas na saúde de Franca. Para ele, pode até ser que não. Mas para minha mãe, teve. Eu não quero que outra família passe por isso. Precisamos dar um basta.”

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