Tráfico humano


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A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), realiza neste ano a Campanha da Fraternidade trazendo como tema o Tráfico Humano. 
 
É um tema forte. Explora pessoas para a construção, confecção, entretenimento, sexo, serviços agrícolas e domésticos, adoções ilegais, remoção de órgãos... 
 
As vítimas são enganadas com falsas promessas para melhorar de vida e são jogadas em miséria ainda maior. 
 
É crime altamente lucrativo, silencioso, de baixíssimo custo e de poucos riscos aos traficantes. A vítima tem a sua dignidade aniquilada, podendo ser vendida como mercadoria, objeto. 
 
O Papa Francisco classificou o tráfico de pessoas como atividade ignóbil, vergonha para as sociedades que se dizem civilizadas! 
 
O tráfico humano é uma das questões sociais mais graves da atualidade. Não há país livre do tráfico de pessoas, seja como ponto de origem do crime, seja como destino dos traficados. 
 
O objetivo da campanha é identificar as práticas de tráfico humano e denunciar a violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando a sociedade brasileira para erradicar o mal. 
 
A OIT (Organização Internacional do Trabalho) estimou que as vítimas chegam a 20,9 milhões de pessoas em todo o mundo, 4,5 milhões (22%) exploradas em atividades sexuais forçadas, 14,2 milhões (68%) em trabalhos forçados e 2,2 milhões (10%) pelo próprio Estado, sobretudo os militarizados. 
 
No Brasil, a igreja católica delineou três caminhos de ações principais, começando pela prevenção, passando pelo cuidado pastoral das vítimas e, proteção e reintegração na sociedade. Uma das formas de atuação é utilizar sua imensa rede de fiéis e presença no território brasileiro para divulgar e conscientizar sobre a questão. 
 
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista Sênior do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)

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