CEI da Saúde ouve diretores dos prontos-socorros nesta quinta-feira


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Marco Piacesi, presidente do Sindicato dos Médicos, na CEI
Marco Piacesi, presidente do Sindicato dos Médicos, na CEI
A CEI (Comissão Especial de Inquérito) da Saúde colheu ontem mais três depoimentos. Foram ouvidos o presidente do Sindicato dos Médicos de Franca, Marco Piacesi, a dona de casa Sandra Maria de Melo e sua filha Deyse Carolina do Nascimento.
 
A dona de casa e sua família acusam a rede pública de saúde de descaso e negligência. Sandra foi vítima de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) após passar, segundo seu depoimento, diversas vezes pela UBS do Aeroporto I e pelo PS “Álvaro Azzuz”, e ser liberada. “Estou muito revoltada. Perdi qualidade de vida, porque eles me mandavam de volta para casa e demoraram para diagnosticar o AVC. Minhas filhas tiveram de sair do serviço para cuidar de mim”, disse a dona de casa.
 
Em seu depoimento, o presidente do sindicato falou sobre o déficit de médicos na rede pública de saúde de Franca que, segundo ele, é devido ao baixo salário oferecido pela Prefeitura. Também respondeu questões sobre o esquema de super horas extras e sobre o tempo das consultas realizadas.
 
“Hoje encerramos todos os depoimentos das famílias que sofreram com os problemas na rede pública de saúde de Franca. O depoimento do Dr. Marco Piacesi esclareceu muita coisa com referência à jornada de trabalho dos médicos e à falta de profissionais na cidade”, disse a presidente da CEI, Valéria Marson (PSDB).
 
A próxima sessão da CEI será hoje. Serão ouvidos os diretores do Pronto-socorro Infantil, Ricardo Veríssimo, e do Pronto-Socorro Municipal, Renato Del Bianco.

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