Engenharia é o curso que mais cresce nas faculdades da região, diz Semesp


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Alfredo José Machado Neto, reitor do Uni-Facef, em um dos laboratórios do curso de engenharia
Alfredo José Machado Neto, reitor do Uni-Facef, em um dos laboratórios do curso de engenharia
A expansão imobiliária e a profissionalização cada vez maior do setor industrial tem feito do curso de engenharia (civil e de produção) o campeão em crescimento no número de matriculados nas faculdades da região de Franca. Segundo pesquisa do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo), em 2012 o curso foi o que teve a maior a taxa de crescimento em relação ao ano anterior. Saiu de 1.077 matriculados para 1.281, um aumento de 16,4%. Apesar do aumento, as engenharias ainda não desbancaram o direito, que continua sendo o mais procurado entre os cursos presenciais oferecidos nas instituições da região.
 
Segundo o Semesp, os cursos de engenharia na região vêm apresentando crescimento desde 2009, quando o número de matriculados em todos os anos do curso não chegava a 700 universitários. Devido à ascensão da carreira, essa quantidade hoje representa apenas o número dos ingressantes na graduação. Bem diferente de quatro anos atrás, quando os calouros de engenharia na região eram menos da metade de hoje.
 
Somente a Unifran oferece atualmente seis cursos de engenharia, na modalidade presencial, totalizando aproximadamente 2,1 mil alunos. “Esse crescimento está intimamente atrelado às necessidades de crescimento e desenvolvimento do país”, informou a assessoria de imprensa da universidade.
 
Também foi de olho na demanda do mercado que o Uni-Facef criou recentemente os cursos de engenharia de produção e engenharia civil. O de produção surgiu em 2013 e o civil neste ano com uma classe no diurno, outra no noturno e mais 25 candidatos na fila de espera. “Fizemos uma pesquisa de mercado e percebemos que havia falta de engenheiros na construção. Já a engenharia de produção surgiu em função da necessidade da indústria calçadista, que não tinha esse profissional”, disse o reitor do Centro Universitário, professor Alfredo José Machado Neto.
 
Ainda segundo Neto, o crescimento do curso de engenharia mostra que o Uni-Facef está atento a uma demanda da comunidade. “Sempre é preciso cuidado ao lançar um curso, mas esses vieram atender ao mercado e provam que acompanhamos as transformações.”
 
O diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, confirma a carência por profissionais da área e diz que “a maior oferta de cursos e o financiamento estudantil, como o Fies, possibilitam mais estudantes de menor renda a cursarem cursos mais caros como o de engenharias”.
 
Direito
O curso de direito continua sendo o mais procurado entre os calouros da região de Franca. Na rede pública, por exemplo, ele lidera sozinho com quase 2 mil matriculados, mais que o dobro do segundo colocado, no caso, o de administração, com 646 universitários. Na rede particular, o curso tem 1.271 matrículas. “A área jurídica é muito tradicional em Franca e região. Além disso, a formatura em direto proporciona várias oportunidades profissionais que exigem a carreira jurídica, tanto no setor público, como na atividade privada”, avaliou o diretor da Faculdade de Direito de Franca, Décio Antônio Piola.
 
Com três faculdades de direito na cidade, Piola diz que a tradição e a excelência dos cursos são comprovadas com regularidade por meio dos índices de aprovação em concursos públicos e exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). 

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