Sábia e inteligente


| Tempo de leitura: 1 min
Semana passada refletimos sobre prisão de profissional ligada à saúde. O significado de seu nome é ‘sábia e inteligente’. Seus atos praticados seriam, então, contra-senso? Será que ela é só esse lado exposto, ou tem virtudes? 
 
No mundo em que vivemos, atos equivocados sobressaem aos acertados.
 
Tenho convicção de que é alguém dotado de qualidades que desaparecem num contexto de tristeza, decepção, angústia e solidão, mas, é necessário sofrer conseqüências do que se pratica para viver em sociedade. 
 
Tenho refletido, e muito, sobre a necessidade de mudanças capazes de mudar o quadro caótico do sistema penitenciário brasileiro.
 
O sistema que temos é extremamente falho, e não recupera ninguém. Posso afirmar que não respeita valores constitucionais do ser humano, principalmente o da dignidade humana, mas continuamos insistindo nele. 
 
Vemos que não dá certo e, mesmo assim, o alimentamos. Sabemos que tem custo elevado e, mesmo assim, continuamos injetando dinheiro. Onde está a nossa sabedoria, nossa inteligência? 
 
Por que continuamos praticando atos equivocados mesmo sabendo de seus resultados? 
 
Qual a diferença existente entre nós e a profissional que foi presa semana passada se sabemos dos nossos erros e os continuamos praticando? A resposta é nenhuma. 
 
Por outro lado, escondemos os nossos erros, nosso lado obscuro para não causar espanto a nós mesmos e aos outros. 
 
Talvez esse seja o motivo de mantermos um sistema prisional ineficiente. O que a prisão dessa mulher nos ensina? Acredito que a sermos sábios e inteligentes. 
 
Finalizo afirmando que não sou advogado dessa profissional, mas na condição de advogado e professor universitário senti-me no desejo de partilhar com você, leitor, que há possibilidade de implantação de uma justiça restaurativa. Vou dar os primeiros passos nesse sentido. Quero ser sábio e inteligente.
 
Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários