Centenas de pessoas acompanharam o sepultamento de Daniel Teodoro Rodrigues na manhã deste domingo. O radialista morreu ontem, aos 42 anos, vítima de câncer. A despedida foi marcada por tristeza, emoção e relatos sobre o profissionalismo e o vínculo de amizade que ele construiu ao longo da carreira de dedicação ao rádio que ultrapassou duas décadas.
Policiais civis e militares, bombeiros, deputado, vereadores, jornalistas, radialistas e ouvintes fizeram questão de passar pelo velório para se despedirem do comunicador. “Ele é um amigo, que a gente considerava como um irmão. Uma pessoa íntegra demais da conta. Pode ter certeza que ele só deixou amigos. Não só a imprensa e a polícia, mas toda a sociedade vai sentir muita falta dele”, comentou o investigador Ademar Tavares.
O vereador Marco Garcia (PPS) disse que o trabalho de Daniel era pautado pela ética. “Além de um profissional correto, ajudava na área social. A quantidade de pessoas que passaram pelo velório mostra que o Daniel deixou um legado. Ele era extremamente preocupado com o próximo. O Daniel foi, mas ficará o seu legado. A saudade já dói bastante."
O jornalista Realindo Júnior também lamentou a morte do radialista. “Foi um dos brilhantes companheiros que tivemos, um dos mais queridos. Veja, hoje, no sepultamento, o número de amigos que vieram se despedir dele. Me chamou a atenção o número de policiais, são dezenas e dezenas. Isto é resultado do que ele plantou no seu trabalho."
Luiz Ribeiro, o “Dedão”, disse que guardará boas lembranças dos momentos que passou ao lado de Daniel. “Ele tinha alegria nos olhos, sempre tinha uma piada pronto para tudo, era sempre otimista, alto astral mesmo. Me chamava de Baby, por exemplo. Ele era do bem. Tenho ele como um irmão. O rádio perdeu muito. Ele jamais será esquecido. Para mim, a ficha ainda não caiu. Estou sem chão. Acho que perdi um pedaço de mim."
Daniel Rodrigues começou sua carreira em 1988 e trabalhou nas principais rádios de Franca. Estava na Difusora AM desde 2002. Também escrevia reportagens para o Comércio da Franca desde 2005. Tornou-se conhecido em toda a região como repórter policial. Ele deixou a mulher, três filhos e dois netos.
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