Enfim, uma boa notícia


| Tempo de leitura: 2 min
Num tempo em que o noticiário, em todas as suas editorias, não está sendo pródigo em boas notícias, o IPS (Índice de Progresso Social), elaborado pela Social Progress Imperative a partir de métricas desenvolvidas pela Harvard Business School, coloca o Brasil como o mais avançado do ponto de vista social entre o Brics (grupo composto também por Rússia, Índia, China e África do Sul). O levantamento classifica 132 países por seu desempenho social e ambiental.
 
Pelo levantamento, o Brasil ocupa a 46ª posição no ranking geral, à frente de Rússia (80ª), Índia (102ª), China (90ª) e África do Sul (69ª). Com exceção do Brasil, todos os outros emergentes apresentaram um baixo desempenho em progresso social, o que, segundo o estudo, sugere que o rápido crescimento econômico ainda não está se convertendo em melhoria de vida para os cidadãos desses países. O professor Michael Porter, da Harvard Business School, diz que ‘até hoje, sempre se supôs que há uma relação direta entre crescimento econômico e bem-estar. No entanto, o IPS mostra que nem todo crescimento econômico é igual’. ‘Embora um alto PIB per capita seja relacionado a progresso social, essa conexão está longe de ser automática’, afirma.
 
Nas três grandes categorias que compõem o estudo, o Brasil ocupa a 36ª posição em ‘Oportunidade’, a 38ª em “Fundamentos de bem-estar” e, mais atrás, a 74ª em “Necessidades humanas básicas”. Nesta última categoria, o País ficou em posições baixas em cinco itens: segurança pessoal (122ª), terror político (107ª), quantidade de crimes violentos (103ª), mortes no trânsito (104ª) e taxa de homicídio (109ª). No ranking geral, os três primeiros lugares da lista são ocupados, respectivamente, por Nova Zelândia, Suíça e Islândia. Do lado oposto estão Burundi (130ª), República Centro Africana (131ª) e Chade (132ª).
 
Embora a notícia seja boa, percebe-se que o Brasil ainda precisa melhorar muito para chegar a uma posição mais favorável na tabela. O levantamento aponta para a necessidade de melhorar a segurança do brasileiro, principalmente por causa da quantidade de crimes violentos, das mortes no trânsito e a taxa de homicídio, que derrubam o País no índice geral. Também ao aparecer em 74º no quesito “Necessidades Humanas Básicas”, fica claro que ainda estamos longe de prover todos os brasileiros de uma infraestrutura capaz de suprir o mínimo necessário como saneamento, moradia, saúde e educação.
 
Deve-se ressaltar que ainda não tiramos um grande contingente da população da situação miserável em que vive. As ações governamentais nesse sentido ainda não passam de um assistencialismo que não provê a parcela significativa dos brasileiros o suprimento do mais básico para uma vida tranquila. É necessária uma atuação firme e decidida de nossos governantes e legisladores para que o Brasil consiga atingir índices mais positivos e realmente proporcionar a todos não apenas uma vida digna, mas também condições de trabalhar e produzir para se sustentar, pagar suas contas e consumir de forma digna.
 
email opiniao@comerciodafranca.com.br
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários