‘Em 21 anos nunca vi igual’, diz morador


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Pedras que antes ficavam submersas agora aparecem com a seca
Pedras que antes ficavam submersas agora aparecem com a seca
Encarregado por uma fazenda às margens de um dos afluentes do rio Canoas, Itamar Antônio da Silva, 47, disse que a atual seca é a pior dos últimos 21 anos. “Durante todo esse tempo que moro aqui, nunca ficou tão baixo como agora.”
 
Segundo Silva, a vazão da água começou a diminuir em novembro do ano passado e nem mesmo as chuvas que caem na cabeceira do rio têm resolvido a situação. “A chuva faz o nível do rio melhorar no dia, mas depois o sol volta a ficar forte e a situação retorna do jeito que estava antes.”
 
Na última quinta-feira, 3, ele fez questão de mostrar o retrato da seca andando pelo leito do rio e sinalizando bancos de areia que não existiam anteriormente. Cenário bem diferente do acompanhado por Silva e também registrado pelo Comércio da Franca em outubro de 2009 quando uma forte chuva atingiu a região do Paiolzinho e fez transbordar o canal que agora sofre com a estiagem. “Se agora que é época de chuva, a situação está dessa forma, me preocupa pensar como será durante os meses de seca. Ultimamente chove em Franca, mas não chove aqui.”
 
Em abril de 2013, segundo dados pluviométricos registrados pela Defesa Civil do Estado, choveu na cidade 108,4 milímetros em 11 dias. A média climatológica do mês é de 79,5 milímetros.

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