Pedreiro foge da polícia e quase provoca tragédia


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Policial militar ao lado da viatura com os palmitos apreendidos no carro que tentou fugir
Policial militar ao lado da viatura com os palmitos apreendidos no carro que tentou fugir
Por não ser portador de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e estar com o licenciamento do veículo que conduzia vencido desde 2011, o pedreiro PFS, 46, de Cássia (MG), tentou fugir de PMs de Franca na manhã de sábado. Na fuga, ele quase atropelou um grupo de crianças e por pouco não atingiu motociclistas e outros veículos. Detido, o mineiro não ofereceu resistência. Na revista, os policiais localizaram 27 cabeças de coqueiro macaúba, cuja extração ilegal é crime ambiental. Além de cinco infrações de trânsito que recebeu, o pedreiro foi denunciado à Polícia Ambiental e pode pagar uma grande multa. O valor chega a até R$ 100 mil. Ele também deve ser indiciado em inquérito no 4º Distrito Policial por crime contra o meio ambiente.
 
O cabo Messias e soldado Reis, no início da manhã de sábado, realizavam comando de trânsito no Jardim Alvorada, quando avistaram um Passat, 1980, marrom, com duas pessoas no interior. Eles sinalizaram, o motorista não obedeceu a ordem e empreendeu fuga. Teve início o acompanhamento. 
 
No trajeto, o condutor quase se envolveu em acidentes e por pouco não atropelou várias crianças. Ele acabou detido no Jardim Primavera. O Passat conduzido pelo pedreiro tinha como passageiro seu filho, o ceramista JVPS, 18. Além da falta de habilitação e licenciamento do veículo vencido há quatro anos, foi constatado o crime ambiental, após a localização do palmito macaúba, no interior do porta-malas do Passat.
 
Confessou
O pedreiro declarou aos policias militares que cortou as plantas da área de preservação ambiental de uma fazenda na zona rural de Cássia (MG) e alegou não se lembrar o nome da propriedade. Em Franca, ele e o filho iriam vender as peças nos bairros da zona Sul por preços que poderiam variar de R$ 12 a R$ 15, dependendo do tamanho da peça - posteriormente, pai e filho admitiram que já tinham comercializado parte do produto com moradores e comerciantes do Parque Progresso.
 
Os moradores de Cássia foram apresentados no Plantão Policial. A Polícia Ambiental foi acionada para as providências administrativas e recolha do material apreendido, que será doado a instituições de caridade. O delegado Helder Rodrigues determinou a elaboração do boletim de ocorrência por crime ambiental contra o pedreiro, já que ele assumiu sozinho a extração ilegal. Os detidos foram liberados e voltaram de ônibus para Cássia. O inquérito será instaurado no 4º DP.
 

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