Servidores municipais têm semana decisiva para nova proposta de salário


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Os mais de 4,8 mil servidores municipais terão uma semana agitada. Nesta segunda-feira, vence o prazo dado pela Prefeitura para que o Sindicato dos Servidores Municipais apresente uma nova proposta de reajuste da categoria e vale-alimentação. 
 
Na última quarta-feira, as negociações não avançaram. A Prefeitura continua se recusando a aceitar a proposta apresentada pelo Sindicato com base na sugestão feita pelo desembargador do Tribunal Regional do Trabalho, Luiz Roberto Nunes, em audiência na última terça-feira. Os servidores aceitam um vale de R$ 280 e o reajuste de 5,39% (veja quadro acima sobre a greve). 
 
Luís Fernando Nascimento, presidente do sindicato, disse que não há mais como ceder. “Já diminuímos as exigências. Pedíamos um vale de R$ 450, baixamos para R$ 400 e depois para R$ 330. Agora aceitamos os R$ 280. Já cedemos demais.” 
 
O secretário de Administração, Humberto Mazza, foi procurado para comentar se a Prefeitura teria uma nova proposta, mas não foi encontrado. A Prefeitura alega não poder aumentar o índice de aumento por limitações da Lei de Responsabilidade Fiscal. Fernando disse que aguarda a convocação do Executivo para uma reunião nesta segunda-feira. 
 
Uma nova audiência de conciliação está marcada para esta quarta-feira, 9, no Tribunal Regional do Trabalho em Campinas. Se também lá não houver acordo, a convenção coletiva dos servidores para 2014 deverá ser decidida pela Justiça. Na primeira audiência em Campinas na terça-feira passada, que decidiu pela suspensão da greve, a Prefeitura voltou ao patamar inicial oferecido de 3,97% de aumento alegando que não seria mais possível oferecer os 5,39%.
 
Mas os servidores ainda podem ter a concessão de 5,39%. O projeto assinado pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) está tramitando no Legislativo Municipal. No último dia 28, o prefeito pediu a retirada do projeto. 
 
O requerimento deve ser votado pelos vereadores terça-feira. Se for rejeitado, o projeto continua na Câmara e deverá entrar na pauta do dia 15. Se os vereadores aprovarem o projeto em uma eventual votação neste dia, a Prefeitura estará obrigada por lei a conceder o reajuste de 5,39% à categoria. 
 
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