Ipê rosa nas montanhas rochosas. Flamboyant e orquídeas selvagens. Pedrinhas molhadas, alisadas pelo tempo.
Mel. Água mansa, arapuãs e jataís fazendo túnel de cera molinha, irresistível de apertar.
Passagem mágica, outra dimensão após os eucaliptos fazerem teto na estrada.
Ipê rosa, ipê e mais ipê. Rosa. Rosa rosa; em quintais de fazenda com janelas antigas abertas, quase despencam. Quase abril; dobrinha do mês. Arco íris. Ao menos três.
Só quero pôr os pés no fresco. Geladinho do dedão ao mindinho. Um ritual. Contemplarei devagarinho, ver este instante é muito bom.
Margens, espelho, flores, filhotes: de pato, cachorro de gente da grande e da miúda.
Terra mais fecunda é dentro. Vou domando meus leões, cada dia um passo mais perto do que há de bruto em mim. Vou encarar-me de frente, enfrentar-me e vencer-me, com Amor.
Nós queremos sua companhia pra plantar, colher, come(r)-morar.
Polenta, quiabo, jiló a milanesa.
Pode por limão que não azeda.
Preciso rever Dona Edinê, Sr. Jerônimo, o lobinho Dudu.
Preciso ver os ipês o erê e todo mundo.
Débora Menegoti, leitora
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