Já defendi minha revolução na geração de energia elétrica: cada lar instalar quatro painéis fotovoltaicos de 240W cada e um inversor grid-tie para gerar energia e jogá-la diretamente na tomada da casa ao custo de cinco mil reais com os absurdos impostos brasileiros... Bem, não mais em São Paulo, já que o governador Alckmin isentou do ICMS a geração “verde” de energia. Agora precisamos que empresas vendedoras se instalem neste estado para baixar em um quarto o custo...
A dona Dilma poderia mandar o BNDES financiar a energia verde. Com uns três bilhões de reais, uma Pasadena, faríamos uma Angra I. Mas se investir o mesmo valor do prejuízo do setor elétrico, que com as indenizações das concessões e a falta de chuvas chega a R$ 32,4 bilhões, em painéis solares e geradores eólicos residenciais, eliminaremos todas as termelétricas de combustíveis fósseis. Se considerar a perda de valor das companhias na Bolsa de Valores, o prejuízo passa dos R$ 60 bilhões, é muito painel solar...
A Itaipu anunciou que planeja construir uma fábrica de painéis solares para produzir anualmente um total de 640 MW em painéis solares. E como se isso fosse coisa de grande estadista... No ano passado, a China, também um país do BRICS, aumentou a sua capacidade instalada de energia solar fotovoltaica em vinte vezes isso.
O Brasil ainda não cumpriu plenamente a previsão dos anos 1970, a potência do futuro! Com governos imediatistas, avança menos do que poderia, enquanto isso, outras nações vão mostrando serviço. A Índia, também um país do Brics, está investindo 4,4 bilhões de dólares para construir sua usina solar. Será a maior do mundo, ocupando 80 km2, com capacidade de 4 GW, e será construída em 7 anos, um consórcio de seis grandes empresas. O grande objetivo dos indianos é acabar com a poluição produzida pelas termelétricas. Deveriam instalá-la direto no consumidor.
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
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