Calçada do PSI tem ‘tapete de baratas’; veja o vídeo e opine


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Baratas mortas em calçada que contorna o prédio do Pronto-socorro Infantil e NGA no início da tarde de ontem
Baratas mortas em calçada que contorna o prédio do Pronto-socorro Infantil e NGA no início da tarde de ontem
Inúmeras baratas mortas na calçada e pombos no telhado do prédio onde funcionam o Pronto-socorro Infantil e o NGA (Núcleo de Gestão Assistencial). Esta era a visão do lugar na manhã de ontem, um mês após o Comércio publicar denúncia relatando a presença de bichos no complexo de saúde. Segundo funcionários do local, pouca coisa foi feita nos últimos 30 dias para solucionar o problema e eles continuam convivendo com os bichos. A reportagem voltou ao complexo ontem e encontrou um número incontável de baratas mortas em toda a extensão da calçada que contorna o prédio além da presença dos pombos que continuam fazendo do telhado o lugar de moradia. Também foi visto na parede da recepção do NGA marcas de um líquido escuro que aparentava ter escorrido do teto. O problema já foi descrito pelo diretor dos Prontos-socorros, Ricardo Veríssimo, quando este citou a “água pútrida” que escorre do telhado das instalações quando chove, em ofício enviado à secretária de Saúde, Rosane Moscardini, em janeiro. 
 
De acordo com os trabalhadores, no último mês, a equipe da Prefeitura realizou algumas dedetizações, limpeza dos ralos e pintura de um corredor do PS Infantil. Eles contam que no sábado passado, uma dedetização foi feita e posteriormente muitas baratas apareceram. Há relatos de que um saco cheio de insetos foi recolhido no último dia 29. “Não tinha condições de trabalhar. Os pais ficaram horrorizados”, disse uma funcionária que preferiu não ter o nome divulgado.
 
Apesar do trabalho realizado no último fim de semana, as baratas continuaram a aparecer no prédio. “Todos os dias dessa semana encontramos pelo menos umas oito baratas ”, disse outro funcionário que pediu para manter a identidade em sigilo. “Alugaram uma casa cara para os moradores de rua e pra gente não podem fazer nada?”, questionou outro servidor, que não quis se identificar, se referindo ao Centro Pop. Os servidores reclamaram também sobre a presença de baratas nos corredores das instalações, em meio a documentos do antigo Pronto-socorro “Doutor Janjão”, que são mantidos no lugar, e nas pias dos banheiros.
 
Os funcionários falaram também sobre a presença de ratos. “Colocaram uma arapuca para tentar pegá-los, mas quando voltamos ao trabalho na última segunda (após a greve dos servidores municipais da semana passada), o equipamento havia sumido e tinha fezes perto do lugar onde ele ficava”, disse outro funcionário que preferiu manter a identidade em sigilo.
 
Os servidores afirmam que a dedetização não solucionou o problema no PSI e no NGA e pedem a mudança das atividades de lugar e a reforma do prédio.
 
Denúncia
No dia 4 de fevereiro o Comércio publicou com exclusividade documentos que denunciam a presença de “pombos mortos no forro em processo de putrefação; baratas e vermes” no prédio que atualmente reúne o PSI e o NGA e onde antigamente funcionava o antigo PS “Doutor Janjão”. Um dos ofícios foi enviado por Veríssimo à secretária de Saúde relatando a presença das pragas além de “odor fétido” e do “escorrimento de água pútrida do forro”. O diretor dos Prontos-Socorros solicitou um estudo para interdição do espaço, além da transferência do PSI para outro lugar. Em outro ofício, Moscardini responde à solicitação de Veríssimo culpando os restos de comida das lanchonetes em frente ao complexo pela presença dos bichos e disse ainda que a reforma do prédio estava em fase de estudo. Vinte e oito funcionários do PSI fizeram um abaixo assinado contando os mesmos problemas relatados por Veríssimo além de reclamarem sobre “a falta de espaço do edifício”, que tornaria o PSI “propenso ao risco de infecção cruzada”, se queixaram também de “casos de roubos, furtos, invasões por meliantes”. 
 
 
No dia seguinte à denúncia, a Prefeitura divulgou nota informando que “a Divisão de Manutenção, da Secretaria de Saúde, deverá iniciar, imediatamente, reparos preventivos na unidade” e que “já está autorizada pelo prefeito a reforma do prédio”. Questionada ontem sobre o que já havia sido feito no último mês, a Prefeitura não respondeu até o fechamento desta edição. Movido pelas denúncias, o Cremesp realizou vistoria no PSI no mês passado. Segundo o conselheiro da delegacia do órgão em Franca, Lavínio Camarim, o laudo deve ficar pronto na próxima semana.

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