Operação prende envolvida em incêndio a ônibus


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Imagem de arquivo mostra ônibus incendiado no Jardim Brasilândia na noite de sexta-feira, 28
Imagem de arquivo mostra ônibus incendiado no Jardim Brasilândia na noite de sexta-feira, 28
A mulher que, juntamente com dois rapazes, tomou de assalto um ônibus da Empresa São José na noite do último dia 28 de março, no Brasilândia, e ateou fogo, está presa. A sapateira desempregada KGOS, 22, que reside no bairro, confirmou que acenou para que o motorista parasse, mas negou participação no ato criminoso. Ela, no entanto, foi reconhecida por fotografia e pessoalmente pelas três pessoas que estavam no coletivo. 
 
O incêndio foi registrado por volta das 19h30, na rua Congonhas do Campo, cruzamento com rua Porto Seguro. A jovem acenou e o motorista de 39 anos parou. Surgiu, então, um rapaz, que, segundo o condutor do ônibus, jogou o capuz da blusa que usava sobre a cabeça, sacou uma arma e entrou junto com o outro rapaz.
 
A garota, segundo as vítimas, queria que o ônibus fosse incendiado no ponto, mas um dos marginais mandou que o motorista “tocasse” por cerca de 30 metros e parasse no cruzamento. Condutor, cobrador e passageira desceram e correram. O trio ateou fogo no veículo e fugiu. Mais de 90% do ônibus foi consumido pelas chamas.
 
“Os investigadores iniciaram na mesma noite as diligências no sentido de obter a identificação e prisão da mulher e dos executores do incêndio”, disse ontem o delegado Leopoldo Gomes Novais, titular do 3º Distrito Policial, que comanda as investigações. Segundo ele, na manhã do dia 29 a equipe recebeu informações de populares da região do Brasilândia que apontavam para um procurado da Justiça e mais dois moradores das adjacências do local do incêndio.
 
As vítimas compareceram ao 3º DP, e, em depoimentos, de acordo com Novais, reproduziram como os fatos ocorreram e deram as características físicas e vestes dos criminosos. “As informações foram repassadas aos policiais militares que atuam na região da distrital para a localização dos suspeitos, o que ocorreu ontem (quarta-feira)”, destacou o delegado.
 
A prisão 
A suspeita foi localizada pelos PMs soldados Otoboni e Metidiere na manhã de quarta na mesma rua do ataque ao ônibus. Detida, a desempregada confirmou que fez sinal para que o motorista do ônibus, naquela noite, parasse, mas que não participou da ação, que não conhece os autores e teria saído correndo do local. As vítimas foram acionadas novamente e realizaram reconhecimento pessoal e fotográfico, identificando a desempregada como integrante do grupo.
 
“Ela acenou para embarcar no coletivo, ocasião em que o ônibus foi tomado por mais dois criminosos, um armado com revólver e outro com uma garrafa contendo líquido inflamável. Ela auxiliou os autores a desembarcar o motorista, o cobrador e uma passageira e, sequencialmente, ateou fogo no coletivo”, afirmou o delegado Novais. Ele não confirmou se o ataque seria uma represália a um confronto ocorrido na manhã do dia 28 de março entre PMs e suspeitos de envolvimento com o tráfico na região, o que resultou na apreensão de drogas no Brasilândia. A motivação do crime, segundo o delegado, ainda é investigada.
 
O mandado de prisão preventiva da desempregada foi solicitado. Ainda na quarta-feira, a 3ª Vara Criminal acolheu o pedido. A jovem, indiciada por incêndio, foi recolhida à cadeia do Jardim Guanabara. Em caso de condenação, ela pode pegar até seis anos de reclusão.
 
“As investigações prosseguem para localizar os demais suspeitos e novas ações conjuntas entre as polícias Civil e Militar que atuam na zona territorial do 3º DP estão programadas para os próximos dias”, completou.

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