O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, passou a quarta-feira na região de Franca. Ele visitou as obras da nova escola do Sesi no Bairro Santa Cruz, em fase final de construção, e assinou convênios nas cidades de Guará, Ituverava e Igarapava. Pré-candidato do PMDB ao governo do Estado, o empresário aproveitou os intervalos entre os compromissos para se reunir com lideranças políticas e empresariais do partido. Visitou órgãos de comunicação e fez críticas contundentes à administração de Geraldo Alckmin (PSDB). “A gestão pública é um desastre”, afirmou.
Foi a segunda visita da Skaf a Franca em quatro meses. Em novembro, ele veio à cidade, também, para vistoriar a escola. Deverá retornar ainda no fim de maio para a inauguração do prédio.
Paulo Skaf participou ao vivo durante 35 minutos do programa A Hora da Verdade, apresentado por Leandro Vaz, com comentários de Corrêa Neves Júnior. Defendeu o modelo de educação oferecido pelas escolas do Sesi e do Senai e desafiou qualquer país a mostrar que tenha sistemas melhores (leia mais nesta página).
Skaf anunciou que vai se licenciar do cargo de presidente da Fiesp no dia 30 de maio e que ficará à disposição do PMDB a partir do dia dois de junho. Apesar do tom político adotado ao longo da entrevista, evitou se posicionar como eventual candidato ao governo. “Neste momento, não sou candidato a nada. As convenções acontecem a partir do dia 10 de junho”.
As críticas feitas ao governo do PSDB não deixaram dúvidas de que a confirmação de que entrará na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes é apenas uma questão de tempo. A decisão do partido de ter candidatura majoritária nas eleições de outubro é irreversível. “Se estivesse tudo certo, eu ficaria na Fiesp. O que faz envolver na política partidária, no momento em que a imagem do político é péssima, é a grande deficiência na gestão”, disse. “E o que é pior: falta seriedade. A gente vê escândalos para lá e para cá. Têm muitos caras de pau por aí. Precisa, realmente, dar uma corrigida”, completou.
Skaf afirmou que é preciso oferecer uma opção nova e moderna na gestão pública para aproveitar o que o Estado tem de bom e encontrar soluções para problemas que não se resolvem. “Estamos há 20 anos com os mesmos partidos, com as mesmas pessoas e governantes. O Estado de São Paulo merece estar em posição diferenciada no Brasil e no mundo. São Paulo tem que ser referência para o mundo em tudo. É o centro que orgulha os brasileiros”.
A metralhadora de críticas atingiu setores diversos como, saúde, transporte, educação, infraestrutura e segurança. “Quando você entra em uma delegacia, você se sente mais ou menos em 1980. A sociedade está em 2014 e o governo está na década de 80”.
Skaf também abordou a possibilidade de racionamento de água em São Paulo, tema que deverá ser explorado por adversários de Geraldo Alckmin durante a campanha eleitoral. “O que está acontecendo com a água em São Paulo é uma bomba estourada. Está faltando transparência do governo para contar a história certa”. Ele lembrou que há dez anos a cidade enfrentou o mesmo problema. “A diferença é que, em 2004, o governo assumiu, através da Sabesp, uma série de compromisso que não cumpriu”. Na avaliação do empresário, não tem como o governo falar que não deu tempo corrigir a situação. “Os problemas que estão aí, se não foram resolvidos, é porque não se sabe como resolver. O que a gente observa hoje é que estamos contando só com São Pedro. Acontece que São Pedro não está colaborando”, finalizou.
Após os compromissos em Franca, Paulo Skaf seguiu para a região, onde assinou convênios de adesão de Guará, Ituverava e Igarapava ao programa Sesi Atleta do Futuro. Foi a segunda visita à cidade este ano de um pré-candidato ao governo do Estado. Gilberto Kassab (PSD) se reuniu com empresários e políticos locais em fevereiro.
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