O tema Expoagro foi meio que esquecido nos últimos dias por conta do escândalo das horas extras ilegais pagas a médicos e, sobretudo, por causa da greve “relativamente pequena” dos servidores que parou o governo municipal. Com a paralisação contornada, pelo menos por enquanto, o prefeito se empenhará, agora, em tentar salvar a Expoagro. Não ter conseguido realizar, ano passado, a festa popular mais aguardada com uma grade de shows atraente causou danos à imagem de Alexandre Ferreira (PSDB). Desta vez, ele tentará até a última hora convencer algum empresário a bancar a festa. E salvar sua pele. Mas não será fácil. Nenhuma empresa se interessou a participar da concorrência aberta pela Prefeitura. O prazo para a entrega de propostas terminou dia 25 de março. Ninguém apareceu. A falta de tempo hábil e exigências excessivas, como pagamento de meio milhão de reais, espantaram os promotores. Alexandre não desistiu e jogou a última cartada no apagar das luzes. O prefeito publicou edital, ontem, abrindo novo prazo para contratar empresa que tope bancar a realização da feira. Para atrair interessados, fará um saldão e cobrará um preço promocional. Em vez dos R$ 500 mil pedidos inicialmente, ele aceitará a “bagatela” de R$ 300 mil. Será a única facilidade oferecida. As demais exigências são, basicamente, as mesmas. O novo prazo para a entrega das propostas vence no dia 5 de maio. Se aparecer algum empresário disposto, ele terá que depositar R$ 150 mil na hora e o restante quando faltarem cinco dias para a Expoagro. O problema é que, na melhor das hipóteses, eventual homologação da licitação será feita a uma semana da abertura da feira, prevista para acontecer no período de 16 de maio a 1º de junho. Ou seja, o promotor terá uma semana para contratar artistas, cuidar de toda infraestrutura e dos trâmites burocráticos. Alexandre acha que dá tempo.
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Ninho em chamas: As crises no governo municipal e no PSDB de Franca, ambos comandados por Alexandre Ferreira, são mais graves do que se imagina. Esforços são feitos para evitar que o ninho pegue fogo ou que o barco acabe de afundar. O nível de preocupação é tanto que Sidnei Rocha e Roberto Engler, que há tempos não se bicam, foram chamados a intervir. A ideia dos tucanos é reunir o ex-prefeito, o deputado e vereadores com o prefeito para tentar achar um rumo e tentar colocar ordem política na casa. O encontro só ainda não aconteceu por problemas de agenda.
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Para quem sabe ler...: Um pingo é letra. Mas se for preciso, Paulo Skaf desenhará. Se havia alguma dúvida sobre o preferido do PMDB para disputar as eleições para deputado estadual por Franca, não há mais. Durante as andanças por Franca e região, ontem, o presidente da Fiesp e pré-candidato do partido ao governo do Estado de São Paulo fez questão que o vereador Daniel Radaeli estivesse ao seu lado no carro que o transportou e durante entrevistas. Foi uma indireta bem direta a Aírton Sandoval, assessor do prefeito, que tenta impor seu nome.
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Márcio é o PT nas eleições: O diretório municipal do PT bateu o martelo e decidiu que não lançará candidato a deputado federal por Franca. Paulo Afonso Ribeiro, que alimentava a esperança, foi convencido internamente a desistir. Márcio do Flórida é o nome do partido para estadual.
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Líder explosivo: Marco Garcia (PPS) conversou com o prefeito durante a semana e deixou bem encaminhada a possibilidade de assumir a liderança do governo na Câmara. Alexandre está órfão de um líder desde que Adérmis Marini (PSDB) renunciou ao cargo no fim de 2013. Garcia, conhecido pelo pavio curto e por falar o que pensa, tem trabalhado em defesa dos projetos da administração nos bastidores da Câmara. Resta saber até quando aguentará carregar o pesado fardo.
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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