Saldão para salvar a Expoagro


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Foto de arquivo mostra público na Expoagro de 2012. Shows podem não acontecer este ano por falta de interessados
Foto de arquivo mostra público na Expoagro de 2012. Shows podem não acontecer este ano por falta de interessados
O tema Expoagro foi meio que esquecido nos últimos dias por conta do escândalo das horas extras ilegais pagas a médicos e, sobretudo, por causa da greve “relativamente pequena” dos servidores que parou o governo municipal. Com a paralisação contornada, pelo menos por enquanto, o prefeito se empenhará, agora, em tentar salvar a Expoagro. Não ter conseguido realizar, ano passado, a festa popular mais aguardada com uma grade de shows atraente causou danos à imagem de Alexandre Ferreira (PSDB). Desta vez, ele tentará até a última hora convencer algum empresário a bancar a festa. E salvar sua pele. Mas não será fácil. Nenhuma empresa se interessou a participar da concorrência aberta pela Prefeitura. O prazo para a entrega de propostas terminou dia 25 de março. Ninguém apareceu. A falta de tempo hábil e exigências excessivas, como pagamento de meio milhão de reais, espantaram os promotores. Alexandre não desistiu e jogou a última cartada no apagar das luzes. O prefeito publicou edital, ontem, abrindo novo prazo para contratar empresa que tope bancar a realização da feira. Para atrair interessados, fará um saldão e cobrará um preço promocional. Em vez dos R$ 500 mil pedidos inicialmente, ele aceitará a “bagatela” de R$ 300 mil. Será a única facilidade oferecida. As demais exigências são, basicamente, as mesmas. O novo prazo para a entrega das propostas vence no dia 5 de maio. Se aparecer algum empresário disposto, ele terá que depositar R$ 150 mil na hora e o restante quando faltarem cinco dias para a Expoagro. O problema é que, na melhor das hipóteses, eventual homologação da licitação será feita a uma semana da abertura da feira, prevista para acontecer no período de 16 de maio a 1º de junho. Ou seja, o promotor terá uma semana para contratar artistas, cuidar de toda infraestrutura e dos trâmites burocráticos. Alexandre acha que dá tempo.
 
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Ninho em chamas: As crises no governo municipal e no PSDB de Franca, ambos comandados por Alexandre Ferreira, são mais graves do que se imagina. Esforços são feitos para evitar que o ninho pegue fogo ou que o barco acabe de afundar. O nível de preocupação é tanto que Sidnei Rocha e Roberto Engler, que há tempos não se bicam, foram chamados a intervir. A ideia dos tucanos é reunir o ex-prefeito, o deputado e vereadores com o prefeito para tentar achar um rumo e tentar colocar ordem política na casa. O encontro só ainda não aconteceu por problemas de agenda.
 
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Para quem sabe ler...: Um pingo é letra. Mas se for preciso, Paulo Skaf desenhará. Se havia alguma dúvida sobre o preferido do PMDB para disputar as eleições para deputado estadual por Franca, não há mais. Durante as andanças por Franca e região, ontem, o presidente da Fiesp e pré-candidato do partido ao governo do Estado de São Paulo fez questão que o vereador Daniel Radaeli estivesse ao seu lado no carro que o transportou e durante entrevistas. Foi uma indireta bem direta a Aírton Sandoval, assessor do prefeito, que tenta impor seu nome.
 
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Márcio é o PT nas eleições: O diretório municipal do PT bateu o martelo e decidiu que não lançará candidato a deputado federal por Franca. Paulo Afonso Ribeiro, que alimentava a esperança, foi convencido internamente a desistir. Márcio do Flórida é o nome do partido para estadual.
 
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Líder explosivo: Marco Garcia (PPS) conversou com o prefeito durante a semana e deixou bem encaminhada a possibilidade de assumir a liderança do governo na Câmara. Alexandre está órfão de um líder desde que Adérmis Marini (PSDB) renunciou ao cargo no fim de 2013. Garcia, conhecido pelo pavio curto e por falar o que pensa, tem trabalhado em defesa dos projetos da administração nos bastidores da Câmara. Resta saber até quando aguentará carregar o pesado fardo.
 
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br

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