Dúvidas, angústia e sofrimento. Esses são alguns dos sentimentos que os familiares de Eduardo Lonardi sentem. O eletricista autônomo desapareceu há pouco mais de um ano, no dia 17 de março de 2013, após deixar a mulher e a filha em um ponto de encontro de uma excursão, na região do Parque Vicente Leporace. Desde o desaparecimento, apenas o carro que Eduardo dirigia foi localizado queimado, em abril do ano passado, em São Tomás de Aquino (MG). Assim como o caso do eletricista, o misterioso sumiço do jovem Bruno Eustáquio Machado, em 20 de março do ano passado, também segue sem solução. As duas situações têm intrigado a polícia francana.
De acordo com o irmão do eletricista, Carlos Augusto Lonardi, toda a família segue inconformada com o desaparecimento de Eduardo. “A minha mãe está tentando continuar a vida. Estamos esperando que Deus nos dê uma solução e vivendo com esperança.” Diversas mobilizações já foram realizadas para tentar localizar o eletricista, mas, mesmo após se passar um ano, Carlos Augusto não possui suspeitas sobre o que pode ter acontecido com seu irmão.
“A nossa expectativa é que o caso seja resolvido. Conseguimos encontrar o carro e nada mais. Ele simplesmente sumiu do nada. É difícil falar, porque o Eduardo sempre foi uma pessoa de bem com todo mundo. Ele vinha passando por um processo complicado, que apesar de estar trabalhando, estava sem emprego fixo, mas isso não justifica. É difícil, não temos nenhuma suposição do que possa ter acontecido.”
Para os familiares do eletricista, as investigações não têm sido satisfatórias. Segundo o delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Márcio Garcia Murari, várias pessoas já foram ouvidas e diversas diligências realizadas, mas não há nenhuma novidade.
“Só foi o encontrado o carro, mas totalmente queimado. Todas as vezes que a família esteve aqui, nós conversamos dizendo o que temos. Fizemos até mesmo o rastreamento do telefone, mas não deu nada. Portanto, a investigação continua.”
Também no Leporace
O sumiço do jovem Bruno Eustáquio Machado também continua sob investigação. O garoto, que na época do desaparecimento tinha 23 anos, desapareceu, segundo boletim de ocorrência, por volta das 13 horas do dia 20 de março do ano passado, também no Leporace. Segundo o registro feito pelo irmão do jovem, Bruno estava sendo ameaçado e era usuário de drogas. O jovem é natural de Jeriquara.
Segundo Murari, a polícia recebeu informações de que o jovem teria sido morto e enterrado no fundo do Leporace, mas após várias diligências nada foi encontrado. “Esses são os dois casos que nos deixam mais preocupados, porque a base foi feita, mas infelizmente não conseguimos ainda um resultado positivo. Sempre que temos alguma informação, corremos atrás. Enquanto não acha a pessoa viva ou o corpo, para a polícia ela está desaparecida. As pessoas que tiverem alguma informação pode procurar a DIG ou ligar no 197”, finalizou o delegado.
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