A Câmara votaria ontem em segundo turno o projeto substutivo que fixa o salário do diretor-geral em R$ 3,1 mil. Era apenas para ratificar a votação ocorrida na sessão passada. Mas um suposto erro de digitação levantou suspeitas de favorecimento e, na dúvida, os vereadores decidiram por adiar as discussões.
Na pauta disponibilizada no site da Câmara não constava o substutivo e, sim, a proposta original que dobrava o salário para R$ 6.064,32. “Precisamos ficar espertos e tomar cuidado com o que votamos”, alertou Valária Marson (PSDB). Responsável por elaborar a pauta, Jépy disse que teria ocorrido uma falha interna. “Não houve má-fé. O substutivo está disponível em outro link da página, no SGL (Sistema de Gestão Legislativa”. Márcio do Flórida (PT) aceitou as alegações, mas propôs o adiamento, que foi acatado. “Temos que ser transparentes. Como só foi publicado o original, é preciso ter cautela para que se corrija a publicação”.
A proposta de autoria do presidente, que revoga o pagamento adicional de até 30% para servidores da Câmara que fizerem cursos de qualificação, também foi adiada. Trabalhadores da Prefeitura que continuam em greve foram ao plenário pressionar pela manutenção do benefício.
As discussões sobre o projeto do Orçamento Impositivo, que obriga o governo municipal a executar todas as emendas acrescentadas à Lei do Orçamento que forem apresentadas pelos vereadores, foram adiadas por duas sessões.
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