A CEI (Comissão Especial de Inquérito) da Saúde ouviu na tarde de ontem, 1º, mais duas familiares de supostas vítimas de negligência da Rede Municipal de Saúde. As oitivas aconteceram no plenário da Câmara.
Desta vez prestaram depoimentos Maria Marta de Castro, 48, mãe da jovem Kelly Souza, 27, que morreu de forma suspeita após ser operada da vesícula na Santa Casa em novembro passado, e Jonas Regatieri Oliveira, 25, pai de Ana Clara Garcia de Oliveira, 3, que caiu em fevereiro deste ano de um brinquedo na creche onde estuda, foi levada ao Pronto-Socorro Infantil e não teve a fratura da clavícula constatada. O problema foi descoberto apenas três dias depois, quando os pais, vendo a piora da filha, a levaram de volta ao PS. Ana Clara ficou um mês e meio imobilizada e, segundo seu pai, por causa da demora, teve como sequela uma diferença na altura do ombro esquerdo.
A mãe de Kelly, em um depoimento emocionado, contou que a filha vinha procurando ajuda com fortes dores abdominais desde julho, quando teve seu primeiro atendimento no Pronto-Socorro “Álvaro Azzuz”. De julho até novembro, quando ela morreu, passou por três cirurgias. Maria Marta afirmou que até hoje não sabe a causa real da morte da filha e que na Santa Casa alegaram que talvez Kelly tenha tomado remédios para se matar. A mãe não concorda.
O objetivo da CEI, segundo a presidente Valéria Marson (PSDB), é ajudar a esclarecer os casos denunciados e, com isso, melhorar o atendimento prestado na rede pública. A partir da próxima quinta-feira, os profissionais que foram citados durante os depoimentos - médicos, enfermeiros e educadores - devem ser convocados para falar a respeitos dos casos. A partir daí, um relatório final deve ser escrito com o parecer dos vereadores.
Até agora, depuseram os pais da jovem Luara Prieto, morta em janeiro, e familiares de Clésia Novais, a diabética que recebeu glicose e morreu em fevereiro, e de Francisca Firmina da Silva, 47, que morreu em março, meia hora após receber alta no PS.
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