O presidente da Câmara, Jépy Pereira (PSDB), deu mais uma mostra de que não consegue ficar longe de polêmica. Na semana passada, quando os servidores do município decretaram greve para tentar obter um reajuste superior aos 5,39% proposto pela Prefeitura, ele colocou na pauta de votação da sessão de terça-feira o projeto que reajustava o salário do diretor-geral da Câmara em 100%. Alertado por assessores, desistiu da ideia e apresentou um substitutivo às pressas mantendo o valor em R$ 3,1 mil.
Agora, o presidente programou para ser votada, nesta terça-feira, proposta de sua autoria que revoga o pagamento adicional de até 30% para servidores da Câmara que fizerem cursos de qualificação.
O benefício faz parte do Plano de Cargos e Carreiras aprovado pelos vereadores em abril de 2013. O projeto foi vetado pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), mas o veto foi derrubado pelo plenário.
Oficialmente, Jépy alega que o benefício fere o princípio de isonomia, pois, segundo ele, não é oferecido aos servidores da Prefeitura.
Nos bastidores da Câmara, porém, comenta-se que sua decisão de revogar o adicional seria uma maneira de tentar prejudicar as advogadas do Legislativo, que o estão processando por assédio.
Também na pauta
Outra proposta prevista para ser votada na sessão de hoje é o veto total do prefeito ao projeto de Adérmis Marini (PSDB), seu colega de partido, que implanta o sistema de estacionamento Área Azul Social em vias públicas situadas no entorno de eventos com grande concentração de público, como shows.
O projeto do Orçamento Impositivo, que obriga o governo municipal a executar todas as emendas orçamentárias acrescentadas à Lei do Orçamento que forem apresentadas pelos vereadores, também está previsto para ser votado na reunião desta terça-feira. A proposta foi adiada na sessão da semana passada.
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