Em menor número, servidores mantiveram manifestação


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Cerca de 500 pessoas participaram ontem do sétimo dia de manifestações em prol da greve dos servidores municipais na porta da Prefeitura de Franca. Apesar da liminar que determinou a volta de 70% dos servidores da Saúde e da Educação ao trabalho, expedida pelo Tribunal Regional do Trabalho na última sexta-feira, foi possível encontrar professoras, técnicas em enfermagem, orientadoras e merendeiras na porta do Paço Municipal. Funcionários da Secretaria de Ação Social e Planejamento Urbano também estiveram na manifestação. 
 
Os servidores da Saúde e da Educação presentes ao ato afirmaram que faziam parte dos 30% autorizados a se manterem na greve. 
 
“Na assembleia de sábado, a maioria dos professores da minha escola estava presente, então, combinamos lá mesmo quem seriam os 30% que viriam para a manifestação. Hoje todas fomos à escola para garantir que sete de nossas dez salas teriam professor”, disse Keise Kelly Donzeli. Ela afirmou ainda que, apesar da liminar, não desanimou de ir à manifestação. “Nós cansamos muito esses dias, pois foram dias de angústias e incertezas. Não é por causa de uma liminar que iremos desistir”, disse.
 
A técnica em enfermagem Janete Carita disse que na UBS (Unidade Básica de Saúde) em que trabalha, os servidores também se organizaram para garantir que 70% dos trabalhadores comparecessem ao trabalho. “Nós fizemos um esquema de revezamento de horário. Eu vim na manifestação de manhã e vou trabalhar à tarde. Assim, garantimos até mais de 70% presentes como exigiu a Justiça”, disse a técnica.
 
O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Fernando Nascimento, afirmou ter orientado os trabalhadores a cumprirem a liminar. “Estamos cumprindo certinho. Na Saúde e Educação, 70% pelo menos voltaram ao trabalho, em alguns lugares até mais.”

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