‘As manifestações eram por classe. Nessa estamos juntos’


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A professora Carla Faria segura cartaz sobre a greve
A professora Carla Faria segura cartaz sobre a greve
A professora Carla Faria, 44, é um dos rostos que estamparam a greve dos servidores públicos municipais de Franca na semana passada. Carla trabalha na Prefeitura há 18 anos. Ela decidiu aderir ao movimento e saiu às ruas para protestar contra a desvalorização de seu salário ao longo dos anos. “Quando comecei na Prefeitura ganhava seis salários mínimos, hoje ganho dois e meio.” Carla também tentava encorajar as colegas a não desistirem da greve. “A diferença entre nossa manifestação e as anteriores é que antes eram por classe, a educação manifestava, a saúde manifestava. Dessa vez estamos todos juntos. Ou você faz alguma coisa para mudar, ou você aceita a realidade e quero que mude”, disse a professora, que acusou ainda o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) de covardia. “Não entendo porque ele nunca aparece nas negociações. Ele está tentando vencer a gente pelo cansaço mas ele vai se cansar também, pois não temos medo”.
 

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