Após cinco anos de funcionamento, a 6ª Companhia da PM de Franca será extinta. Instalada no dia 1º de janeiro de 2009, a unidade deixa de fazer parte do quadro do 15º BPM/I (Batalhão de Polícia Militar do Interior) até o final do primeiro semestre deste ano. O objetivo é aumentar o efetivo de policiamento nas ruas.
A medida faz parte das diretrizes implantadas pelo comandante geral da PM, coronel Benedito Roberto Meira. Uma delas estabelece que em cidades onde haja batalhões, como é o caso de Franca, as sedes de administrações, como as companhias, devem ser extintas. No início de 2014, por exemplo, Bragança Paulista, que possui batalhão, viu “desaparecer” a 4ª Companhia.
Em nota oficial, o Centro de Comunicação Social da Polícia Militar do Estado de São Paulo diz que a medida é estudada. “A Polícia Militar esclarece que a temática acerca da extinção da 6ª Companhia do 15º Batalhão de Polícia Militar do Interior está em estudo na instituição. Tão logo haja a definição, a imprensa será informada.”
Apesar da não confirmação oficial, no organograma do CPI/3 (Comando de Policiamento do Interior), em Ribeirão Preto, a qual está subordinado o 15º BPM/I de Franca, a 6ª Companhia, segundo fontes da PM, já não figura mais dentro da estrutura da organização.
Responsável pelo patrulhamento preventivo dos bairros que abrangem desde a região central até a zona Leste, a 6ª Cia também é responsável por Cristais Paulista, Pedregulho e Rifaina. Desde a instalação, a unidade está anexa ao prédio da 5ª Cia, na avenida Doutor Flávio Rocha, Vila Exposição. No final de 2013 teve início a construção de um prédio na avenida Sete de Setembro, Jardim América, onde seria a sede da unidade.
Mudanças
O fechamento da 6ª Cia fará com que haja o remanejamento de pessoal para o policiamento ostensivo e mudanças nas companhias que continuarão em atividade. A 1ª Companhia deixará o prédio que ocupa dentro do Batalhão para assumir o que seria da 6ª no Jardim América. A 5ª Companhia continuará ocupando o mesmo espaço e assumirá as cidades ainda subordinadas à 6ª. A Companhia Força Tática, que está no Distrito Industrial, vai ocupar as atuais dependências da 1ª. “Volta tudo a ser como antes de 2009”, lembrou um policial militar que pediu para não ser identificado.
O fim da 6ª Cia só deve atingir os oficiais que, em breve, serão promovidos. Sem a unidade, postos de comando serão extintos, e parte dos oficiais da região de Ribeirão Preto, incluindo Franca, obrigatoriamente, terão que ser transferidos para outras regiões do Estado.
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