Os agentes da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca, sob comando da delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio, prenderam na manhã de ontem o montador de móveis Anderson Henrique de Carvalho, 31. Acusado de estuprar em outubro de 2006 um menino que na época tinha 9 anos, Carvalho foi condenado em fevereiro de 2009 a oito anos de reclusão. Ele recorreu da decisão, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação. O mandado de prisão foi expedido na terça-feira, 25, e cumprido ontem. O montador foi para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Serra Azul (SP).
A história de violência sexual teve início em outubro de 2006. A mãe da criança, na noite do dia 7 daquele mês e ano, flagrou o ex-namorado com o calção abaixado tendo seu filho no colo e acionou a polícia. Ele fugiu. A mãe formalizou a denúncia.
A DDM apurou que Carvalho, então com 24 anos, namorou a mãe do menino por cerca de um mês. A relação acabou, mas a amizade não e o montador continuou frequentando a casa da ex, na zona Sul. Foi apurado, que por cinco vezes o acusado, segundo o relatório da delegada, “constrangeu o menor, mediante grave ameaça, a praticar atos diversos da conjunção carnal”.
A afirmação policial foi baseada no que revelou a criança a duas psicólogas. O relatório delas dizia que o menino “mostrou-se constrangido e reservado a princípio, mas seu relato foi sequencial, organizado, com detalhes típicos de interação de cunho sexual”. A descrição da criança, segundo as psicólogas, “indica que não houve conjunção carnal, mas exposição a situações e molestamento, que incluíram prática de sexo oral, masturbação e tentativa de sexo anal”.
O acusado, em sua defesa, alegou que tinha “muita amizade” com a avó do menino e, por isso, dormia com frequência na casa dela. Acusou o menino de passar a mão em seu pênis. “Eu danava com ele e prontamente tirava a mão dele de meu pênis. O próprio avô e a tia dele danavam com ele e o chamavam de viadinho”, disse em interrogatório.
Os argumentos de Carvalho não foram convincentes e ele acabou condenado a oito anos de reclusão.
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