Nossa bagagem


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Cada um de nós é um espírito reencarnado na bendita escola redentora da face planetária. Ocupamos um corpo, enquanto, no plano da matéria, esforçamo-nos por gravitar lentamente no sentido de retorno à pureza, de onde saímos. Somos arquivos implacáveis, memória incorruptível das vivências anteriores, neste ou em outros mundos, das “muitas moradas na Casa do Pai”, a que se referiu Jesus. 
 
São memórias graves a nos implicarem comprometimento com infrações aos divinos desígnios. A sucessão de experiências se nos acumulam desconfortável, até que decisão pessoal nos sublime a infeliz compulsão ao mal, direcionando-nos luz acima, já felicitados pela aceitação do Evangelho. Porquanto, toda experiência há de ser racional, a nos acrescentar bagagem moral. Somente o acervo de conhecimento, a nos fazer bons ou maus, felizes ou infelizes, é que nos pertence efetivamente. Do demais nada levamos. 
 
A nossa reencarnação atual é, portanto, resultante do que fizemos da anterior. A futura refletirá justamente o que fizermos da atual.  Emmanuel, o iluminado mentor espiritual de Chico Xavier, afirmava: “somos herdeiros de nós mesmos”. Fácil, porquanto, explicar genialidade e estupidez, benevolência e maldade, virtudes e vícios, perfeição física e aleijões, saúde e doença, assim como as diferenças econômicas e sociais. Porque a Justiça de Deus nos concedeu o livre-arbítrio, causas e consequências são coisas que se movimentam sob o nosso domínio exclusivo. Daí a concessão misericordiosa da reencarnação a nos oportunizar expedientes redentores. Consoante nos recomendou Jesus no “Juntar tesouros no Céu, onde a traça não consome e os ladrões não roubam”, a nossa consciência (espírito), onde se inscreve a Lei Divina, nos exorta sempre: O amor é o escopo supremo da misericórdia de Deus, a nos dizer: amem e serão efetivamente felizes!
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
 

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